Os doidos varridos do planejamento urbano

Chegará um momento do travamento da cidade por estrangulamento do seu sistema viário, com ou sem alargamentos de ruas, com ou sem novas passagens entre Camboriú e Balneário, seu principal gargalo - novas, entenda-se, alargamento dos túneis. Melhorará e, no entanto, não resolverá. Dentro de cinco anos, a cidade terá seus 100 mil veículos licenciados. Some-se os quase 52 mil de Camboriú (hoje), grande parte circulante entre as duas cidades, conurbadas desde sempre. E então veremos como será. Imagine-se a necessidade de medidas drásticas - como circulação restrita por número de placas ou por regiões ou dias, sabe-se lá o que. Ou, não tem jeito: a cidade vai travar. 

A rigor, pensamos que seria conveniente contratar um estudo por uma empresa idônea e de renome, com currículo reconhecido, para ver como é e como poderá ser o nosso sistema viário no futuro. E aplicar soluções. Se restritivas, que sejam. E não parece possível escaparmos de um sistema restritivo. Não cabe tanto automóvel circulando a um só tempo. 

Hoje, só para efeito de argumento, se todos os proprietários de imóveis resolvessem morar aqui ou alugar suas propriedades já estaríamos encrencados. São 40% de imóveis vagos na cidade, gente que só vem na temporada ou nos feriadões. É bom pensar nisso. 

Enquanto isso, nossos administradores dos últimos governos se preocupam em alargar a faixa de areia para, afirmam, "trazer  mais gente" nas temporadas. Merecem internação num hospício. Estão doidos varridos.