Nova operação contém invasão de áreas urbanas

O Grupo de Operações de Invasões (GOI) da Guarda Municipal realizou nesta segunda-feira (10), mais uma operação para conter as áreas de ocupações irregulares em Balneário Camboriú.

A operação aconteceu na localidade da Vila Fortaleza, também conhecida como Brejo, no Bairro São Judas. Três casas em construção foram demolidas e um trailer em desuso, usado para demarcar território, foi retirado do local por caminhões da Secretaria de Obras.

O secretário de Segurança, Antônio Gabriel Castanheira, conduziu a entrada da Guarda Municipal no local para manter a segurança dos moradores e dos envolvidos na operação. “Conter o aumento das ocupações irregulares é uma preocupação do prefeito Fabrício desde o início do ano e estamos trabalhando nesse sentido, com diversas ações pontuais. Não estamos contra as pessoas de bem, queremos combater neste primeiro momento as novas construções irregulares para não prejudicar ainda mais esta situação e colocar em risco a vida de quem mora aqui”, destacou o secretário.

Durante a operação, não ocorreu o uso da força ou invasão e nenhuma casa construída e habitada foi demolida. Alguns moradores relataram a exploração ambiental e econômica que o local vem sofrendo, sendo alguns imóveis vendidos com contrato de gaveta e no valor aproximado de R$ 50 mil.

Integraram a operação, servidores da Secretaria de Segurança, por meio da Guarda Municipal, Defesa Civil, DECOI e Grupo de Operações Preventivas; Secretarias de Planejamento; Meio Ambiente; Inclusão Social, por meio do Resgate Social e FURBES; e Conselho Tutelar.

Atualmente, existem 34 focos de ocupação irregulares espalhadas pela cidade, que estão sendo fiscalizados constantemente. “Estamos orientando as pessoas dos riscos de estar ali e das possíveis consequências ambientais no local”, disse Castanheira.

Ocupações irregulares podem ser denunciadas de forma anônima pelo telefone de emergência da Guarda Municipal - 153.

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Necessário dizer que essas operações são necessárias, enquanto não chegamos a um limite intolerável ou a um ponto sem volta. São 34 pontos de invasão monitorados que só surgiram porque, no passado, não houve a necessária vigilância e o necessário monitoramento. Enfim, relaxaram na prevenção e hoje temos um problema real a ser solucionado. Menos mal que o governo atual, mérito se lhe dê, resolveu atacar a questão de frente. Infelizmente, não podemos ficar cheios de dedos para retirar invasores - até porque, e principalmente, se permitir-se o avanço disso, enfrentaremos em futuro não muito distante um fator maior de desajuste urbanístico, gerando bolsões de violência ao redor da cidade, como ocorre em muitos casos. Locais onde nem a polícia tem coragem de entrar. O Rio de Janeiro e Florianópolis já são exemplos ruins. O Rio porque já há descontrole manifesto. Florianópolis porque, sabida e comprovadamente, está entrando no rumo danoso por descontrole e imprevidência, já quase sem volta. 

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Mesmo porque grande parte dessa gente não é daqui - nem da cidade e muitos nem do Estado.