Emasa enquadrará hotéis

A EMASA – Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú, vai agir com rigor com as propriedades, principalmente hotéis, usuários de poços artesianos, embora possuam ligação com o sistema de abastecimento de  água. Ocorre uma simbiose prejudicial quando os hotéis usam a água dos poços, sem tratamento adequado, para consumo humano. E isto fica evidente quando, a fim de “não dar na vista”, os hotéis mantêm consumo mínimo de 10 metros cúbicos mensais – alguns até zero consumo. Além dessa anomalia sanitária, vedada por lei, os hotéis também evitam pagar a tarifa de esgoto (80% da tarifa de água), embora usem o sistema de esgotamento sanitário em sua plenitude.

A Emasa também fará o recadastramento total dos consumidores de água e esgoto, pela simples e boa razão de que alguns, cadastrados desde os tempos de Casan (até 2005), podem já nem existir e também porque podem ter alterado a condição de consumo.

Outra coisa que será atacada na ação da Emasa é a padronização das caixas de ligação (hidrômetros), também obrigatória, seguindo regras da ABNT.

Todos os inadimplentes receberão correspondência tentando o recebimento e informando a remessa para a dívida ativa, com as conseqüências inerentes, caso não sejam ressarcidas.

Só a prefeitura de Camboriú acumula um débito de R$ 48.003.906,00, decorrente do não pagamento de 12 anos de fornecimento de água tratada, situação que está subjudice.

Segundo informações da direção, o sistema de acesso do consumidor também será modernizado, com informatização plena, inclusive para a transferência de titularidade das contas.

Finalmente, o atendimento ao consumidor na sede da empresa, que continuará terceirizado, passará por uma nova licitação. E, em relação a isso, a empresa pretende elaborar uma cartilha de regras a serem seguidas, a fim de aprimorar e humanizar esse atendimento.

Ainda não há nada em relação à mudança na tabela tarifária, enquanto a Aresc não concluir estudos neste sentido. E parece que vai demorar um pouco.