Datafolha: maioria quer Lula preso

GLOBO

Senado vai rever punição a Aécio sem esperar STF

O Senado não vai esperar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 11, sobre a controvérsia surgida após o afastamento do tucano Aécio Neves do cargo e a determinação de recolhimento noturno do senador. Com pedido de urgência aprovado, os senadores votam amanhã ou na quarta- feira a revisão das medidas, que devem ser derrubadas.

Educação gratuita tem forte efeito na desigualdade

O ensino público tem forte impacto na redução da desigualdade, mostra estudo do economista Sergei Soares, do Ipea. A pesquisa atribuiu um valor à educação gratuita e concluiu que seu efeito é melhorar em 6,5% a distribuição de renda no país. É um resultado muito maior que o alcançado pelo Bolsa Família nos últimos anos.

ESTADÃO

Sindicatos driblam fim de imposto e criam novas taxas

Ministério Público do Trabalho diz que cobrança é ‘ilegal’ e deverá questioná-la na Justiça.

Antes mesmo de a reforma trabalhista entrar em vigor, em 11 de novembro, sindicatos ligados às principais centrais do País já tentam driblar a nova legislação, que extinguiu a contribuição sindical obrigatória – o imposto sindical. Estão sendo aprovadas em assembleias a manutenção da cobrança do imposto ou a criação de uma nova taxa, chamada de assistencial ou negocial, informa Marcelo Godoy. No caso do sindicato dos metalúrgicos de São Leopoldo (RS), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a nova taxa deverá ser de 1% do salário anual dos trabalhadores da categoria, associados ou não à entidade, equivalente a três dias e meio de trabalho, bem mais que a antiga contribuição, de um dia de salário por ano. O Ministério Público do Trabalho, porém, considera a cobrança “ilegal” e deverá entrar com ações coletivas para impedir o desconto das novas taxas dos trabalhadores.

Um em cada 5 casos caducou no STF em 2016

Relatório do Conselho Nacional de Justiça mostra que a taxa de prescrição de processos no STF chegou a 18,8% em 2016, maior índice em oito anos. De acordo com ex-ministros da Corte e pesquisadores do Direito Constitucional, o motivo é a intensa carga de trabalho dos 11 integrantes da Corte.

Separatistas vencem na Catalunha e Espanha vive crise

O plebiscito separatista realizado em meio a um grande tumulto na Catalunha abriu crise política na Espanha e pode resultar em declaração unilateral de independência por parte dos catalães e na queda do governo do primeiro- ministro Mariano Rajoy, informa o enviado especial Andrei Netto. Segundo números divulgados pelos catalães, 2,02 milhões de eleitores – de um total de 5,3 milhões aptos a votar – foram a favor da independência e 166,5 mil, contra. A tropa de choque enviada pelo governo espanhol tentou impedir a votação – considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional –, fechou seções e confiscou urnas e cédulas eleitorais. Houve confrontos com os separatistas e centenas de pessoas ficaram feridas.

FOLHA

Maioria no país quer Lula preso e Temer processado

Segundo Datafolha, 89% defendem denúncia contra presidente, mas cai o apoio à sua saída.

Os fatos já revelados pela Lava Jato são suficientes para que Lula seja preso, na opinião de 54% da população, segundo o Datafolha. O apoio à prisão do ex-presidente, condenado a 9 anos e 6 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, cresce nos grupos dos mais ricos (76%) e instruídos (69%). Prevalece entre todos, porém, a ideia de que ele não será preso (66%). O petista recorre em liberdade. Pelo entendimento do STF, só começará a cumprir apena se a segunda instância ratificar a decisão. A pesquisa revela também que 89% defendem a continuidade das investigações contra Michel Temer (PMDB), acusado pela PGR de obstruir a Justiça e integrar organização criminosa. A abertura do processo depende de autorização pela Câmara dos Deputados. A gestão Temer (PMDB), avaliada como ruim ou péssima por 73%, atingiu a maior reprovação já registrada pelo instituto desde o fim da ditadura. Contraditoriamente, o grupo que pede sua saída caiu de 65%, em junho, para 59%.

Câmara vai rever brecha no Refis para corruptos

Deputados afirmaram que vão tentar anular alteração na MP do Refis que abre a possibilidade de parcelamento de dívidas de empresas originadas por corrupção. O relator Newton Cardozo Jr. (PMDB-MG) disse que seu intuito era beneficiar só partidos.