Cariocas querem cair fora do Rio

GLOBO

Pressão leva Temer a vetar censura eleitoral na internet

TSE ainda terá de resolver alguns pontos, como o voto impresso.
Tribunal prevê problemas para implantar regra que autoriza pré-candidatos a arrecadar recursos a partir de maio; barreira a partidos nanicos valerá já para 2018, mas fim das coligações só em 2020.
Ao sancionar ontem a nova lei eleitoral, que valerá para as eleições de 2018, o presidente Temer vetou a emenda que abriria caminho para a censura na internet. O texto dizia que sites teriam de retirar conteúdo do ar, sem decisão judicial, a pedido de candidatos. Diante da forte reação, o deputado Áureo, autor da emenda, se disse arrependido e pediu o veto. A lei sancionada inclui fundo público de R$ 2 bilhões para financiar campanhas e cláusula para barrar partidos nanicos. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, disse que não há verba para adotar o voto impresso, previsto na lei. O tribunal terá de decidir sobre o limite de autofinanciamento dos candidatos.

Dramas e dores da Gente Inocente

Velórios nas casas das vítimas tornaram ainda mais dramático o dia em Janaúba, no norte de Minas, onde o vigilante Damião Soares dos Santos matou sete crianças e uma professora da Creche Gente Inocente. Familiares estavam inconsoláveis. “Deus precisou de você, mas eu preciso mais”, dizia Fernanda da Conceição Rodrigues, mãe de Luiz Davi, de 4 anos. O sepultamento do assassino não teve parentes nem amigos.

ESTADÃO

Projeto pretende facilitar recuperação judicial de empresas

No sistema atual, apenas uma em cada quatro companhias do País consegue se reerguer.
O governo vai mudar a lei de recuperação judicial para facilitar que empresas em dificuldades tomem crédito novo e vendam ativos com o objetivo de evitar a falência. A proposta, que deve ser enviada ao Congresso na próxima semana, pretende encurtar o prazo médio de recuperação judicial dos cerca de cinco anos atuais para três anos. Hoje, apenas uma em cada quatro empresas que entram em recuperação judicial consegue efetivamente se recuperar. Os bancos resistem a oferecer crédito a quem recorre a recuperação judicial porque os financiamentos novos vão para o fim da fila de pagamento, depois de todo o processo de recuperação ou da falência efetiva. A equipe econômica acredita que, com a aprovação do projeto, será mais fácil para as empresas retomar suas atividades e garantir empregos. Essas medidas valerão até para empresas que já iniciaram o processo de recuperação. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estima que 10 mil grupos serão beneficiados imediatamente.

FOLHA

Violência faz 7 em cada 10 desejarem deixar o Rio

Datafolha mostra que 24% tiveram amigo ou parente ferido por tiro recentemente.
A atual onda de violência no Rio despertou na população o desejo de deixar a cidade. Segundo o Datafolha, 72% dos moradores dizem que, se pudessem, iriam embora por essa razão. A vontade é majoritária em todas as regiões e faixas socioeconômicas do levantamento, que ouviu 812 pessoas. A pesquisa foi realizada dez dias após conflito de facções na favela da Rocinha, que fechou vias, levou pânico a moradores da cidade e provocou cerco das Forças Armadas à comunidade. Nas últimas semanas, mostramos dados, um terço dos moradores mudou sua rotina e presenciou algum disparo de arma de fogo. Além disso, 24% dizem ter tido algum amigo ou parente morto ou ferido por tiros no mesmo período. A insegurança e a crise financeira no Estado, que reduz o número de policiais em favelas, contribuem para a má avaliação do desempenho do governo Pezão (PMDB) na área — ruim ou péssimo para 74% dos entrevistados.