Infiltração do crime organizado na política

GLOBO

TSE alerta para infiltração do crime organizado na política

Relatório afirma que quadrilhas agiram em 18 zonas eleitorais do estado.
Ações são investigadas também em São Paulo, Amazonas e Maranhão; presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, diz temer que facções financiem candidaturas e ampliem atuação.
O Tribunal Superior Eleitoral acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal para que investiguem a influência de facções criminosas e milícias no processo eleitoral, revela JEFERSON RIBEIRO. No Estado do Rio, a ação do crime organizado foi identificada em 18 zonas eleitorais de sete cidades, que abrangem 9% do eleitorado fluminense, em 2016. Criminosos tentam influir em resultados também em outros estados, e o relatório do TSE cita São Paulo, Amazonas e Maranhão. O presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, avalia que o fundo eleitoral, criado pela reforma política recém- aprovada no Congresso, é insuficiente para financiar as eleições, o que poderá abrir brecha para um “laranjal” nas campanhas. Para Gilmar, o domínio de territórios por facções, como ocorre no Rio, não permite campanhas e votos livres.

ESTADÃO

Após dois anos de queda, indústria puxa criação de empregos

Setor criou 365 mil vagas e liderou as contratações entre junho e agosto.
A indústria brasileira voltou a gerar empregos, após dois anos de cortes mensais, e liderou a criação de vagas entre junho e agosto. O ano começou com corte de 342 mil postos no setor, mas, nos três meses encerrados em agosto, houve inversão e foram criadas 365 mil vagas. “Concretamente, há retomada da economia, que começou com a inflação caindo e, com isso, o salário real aumentou, gerando demanda por serviços e depois no comércio e, por último, na indústria”, diz José Márcio Camargo, economista- chefe da Opus Investimentos. O emprego na indústria é comemorado por analistas pois, tradicionalmente, gera vagas formais, com mão de obra mais qualificada e envolve várias cadeias produtivas. Setores automotivo, têxtil, de calçados, de confecção, eletroeletrônico e químico/farmacêutico lideram as contratações. Desde janeiro, a taxa de desemprego caiu de 13,7% para 12,6%, mas País ainda tem 13,3 milhões de desocupados. 

Fundo para eleições nasce com rombo de R$ 300 mi

O fundo criado para bancar as campanhas provocará no Orçamento um “rombo” de pelo menos R$ 300 milhões. Embora parlamentares digam que o fundo não vai tirar recursos públicos de outras áreas, esse valor terá de ser coberto com verba do Tesouro, já que os cálculos para chegar ao total de R$ 1,77 bilhão consideraram uma receita que não será obtida em 2018.

Propina por MPs pode ter chegado a R$ 625 mi

A Operação Lava Jato coloca em xeque pelo menos 34 normas aprovadas pelo Congresso ou publicadas pelo Planalto nos últimos 13 anos. São 29 medidas provisórias, três projetos de lei e dois decretos presidenciais sob suspeita de terem sido elaborados ou alterados mediante pagamento. A propina estimada no caso das medidas provisórias é de R$ 625 milhões.

FOLHA

32% aprovam Doria; 55% não votariam nele para presidente

Com queda de 9 pontos, apoio ao prefeito entre paulistanos é o menor desde a posse, diz Datafolha.
Caiu a aprovação ao prefeito de São Paulo, João Doria, mostra a primeira pesquisa Datafolha feita após o tucano intensificar sua articulação para a candidatura presidencial em 2018. Segundo o levantamento, feito nos dias 4 e 5 de outubro, ele tem 32% de aprovação, a menor desde o início de sua gestão, em janeiro. Doria tem 26% de rejeição e 40% de avaliação regular. Há quatro meses, era considerado ótimo/bom por 41% dos paulistanos e regular por 34%. O índice de ruim/péssimo era de 22%. Para 37% da população, o prefeito será candidato a presidente — em junho, 21% tinham essa expectativa. No entanto, 58% preferem que ele continue no cargo, contra 10% que querem vê-lo na disputa pelo Planalto ou 15%, ao governo do Estado. Dos entrevistados, 55% não votariam no tucano para a Presidência. Em candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, o índice ê de 47%. Para 45% dos eleitores da cidade de São Paulo, Geraldo Alckmin deveria ser o candidato do PSDB ao Planalto; 31% preferem Doria. A margem de erro ê de três pontos.