STF legitimou o corporativismo bandido do Congresso

A (infeliz) decisão do STF sobre a punição a parlamentares, abaixando o cerviz à obrigação de aval do Congresso, não deveria ser como foi. Mas, convenhamos (s.m.j.), deveu-se à bobagem de, além de afastar o senador Aécio Neves, ainda proibi-lo de sair à noite. Algo plenamente bobo e inútil. 

Mal comparando, até porque o caso revestiu-se de irrecuperável tragédia e não tem nada a ver com política partidária, foi tal como o caso do reitor da UFSC, resultante de um exagero judicial, proibindo-o de, já liberado da prisão (injusta sob todos os prismas e ela também um abominável excesso), bani-lo do direito de entrar na universidade. Uma humilhação extrema.

O problema, parece-me, na minha ignorância jurídica, é setores da Justiça se acharem acima de tudo e de todos e crerem poder usar suas prerrogativas de forma discricionária, abusiva e subjetiva como se fossem deuses inimputáveis - violentando e atropelando normas e preceitos legais, até constitucionais.

E então ultrapassam as medidas e precisam ficar se autoflagelando e fragilizando, automaticamente, tudo o que gira em torno do que é certo e do que é errado. Perdem suas prerrogativas e jogam o povo aos leões.

Finalmente: o STF simplesmente legitimou o corporativismo bandido do Congresso.