Tarifa de água e suas nuanças

Balneário Camboriú (Emasa), paga um dos valores mais baixos do Brasil por metro cúbico na conta de água. Isto é apenas uma realidade. O ex-prefeito Piriquito, ao assumir, resolveu congelar reajustes anuais da tarifa, o que manteve por seis anos - um erro que hoje reflete nessa discussão toda.

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Ainda no governo Spernau, discutiu-se bastante a hidrometração individualizada, até com realização de encontros nacionais para debater o assunto. No entanto, ficou nisso. Nada de prático a partir daí. E desembocamos na tarifa progressiva.

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Agora, fala-se em revisão tarifária, com previsão de acréscimo de um valor para financiar a proteção dos mananciais. Trocando em miúdos - um aumento do valor final da conta.

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Fala-se que há um comprometimento do governo de Fabrício Oliveira de reduzir o valor da tarifa. É duvidoso que se consiga isto. O que precisa ser resolvido é a enorme diferença entre uma faixa de consumo e outra e, via de consequência, o impressionante valor que os condomínios pagam, através da tarifa progressiva. A grita está neste patamar e não no valor inicial da tarifa.

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Nem se questiona aqui o orçamento milionário da Emasa. Acho que estaria ele de bom tamanho se seus resultados fossem aplicados para a proteção do próprio consumo, tornando mais seguro o sistema e socialmente justa a distribuição dos recursos, eis que, como empresa pública prestadora de serviços, a Emasa não pode visar lucro (e isto fica um pouco abstrato aqui e é de propósito. Entraremos no assunto mais tarde).