Na prática, a teoria é outra

Observando os apuros administrativos tecnicistas e legais vividos na recuperação, apelidada de requalificação, do asfalto da cidade e nas obras de prosseguimento da Quarta Avenida, ressalta a diferença entre teoria e prática. Julgar de fora é bem mais fácil. Antes, em campanha ou na postura de oposição, os governistas atuais e outros opositores do governo passado, trombeteavam as facilidades de executar as tarefas de gestão da cidade. 

Criticavam até outras coisas: empreguismo, politiquices na ocupação de cargos, rodízio exagerado nos cargos de confiança, demora nas ações, falhas de atendimento. O quadro continua aí, igual e nas mesmas proporções. Questões não cumpridas. Até porque, perceberam só agora, a estrutura não ajuda e o suporte de um governo - qualquer governo - é a sua própria formação, a partir de um contingente de apoiadores cuja cobrança por retornos é muito grande. Não raro, exagerada. Um potro indomável.

Por isso é sempre bom questionar: a saúde melhorou? A educação melhorou? O empreguismo reduziu? O atendimento é melhor? 

Fosse esperto, o governo encomendaria pesquisas internas, fechadas, para conhecer essas realidades e, a partir delas, forjar suas ações. 

E é sempre bom lembrar que estão acabando os primeiros 25% de atuação, um quarto do mandato e até aqui não houve uma explosão de satisfações com mudanças ou novas ideias. 

As expectativas, criadas por medidas anunciadas bombasticamente, é se a repavimentação vai sair a tempo e hora da temporada; se a Quarta Avenida estará em condições antes do final do ano e se a cidade terá um réveillon à sua altura. Como cidadãos, apostamos no melhor. Gostaríamos de não sofrer decepções.