Lula e Bolsonaro na mira do TSE por campanha antecipada

GLOBO

PT e PMDB já negociam se aliar em seis estados

Partidos deixam rixa do impeachment para trás, de olho em 2018. Renan e Eunício, antes contra Dilma, estão com Lula.
Afastados desde o impeachment de Dilma Rousseff, PT e PMDB já negociam alianças eleitorais locais em pelo menos seis estados: Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Piauí e Sergipe. Em alguns casos, se conseguir ser candidato, o ex-presidente Lula, defensor da tese de que o afastamento de Dilma foi um “golpe”, deve dividir o palanque com políticos que inclusive votaram a favor da saída da petista, como os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE).

Um deputado a serviço do tráfico

O deputado federal e pastor Francisco Floriano (DEM-RJ) levou a mulher e a irmã do traficante Marcinho VP para pedir ao ministro Torquato Jardim a volta das visitas íntimas em presídios.

ESTADÃO

TSE julga Bolsonaro e Lula por anteciparem campanha

Ambos são questionados pela publicação de vídeos na internet; propaganda só pode começar em 15 de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar ainda neste ano dois processos por suposta propaganda eleitoral antecipada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro. Os casos dizem respeito a vídeos divulgados na internet com referências às candidaturas de ambos, que já anunciaram publicamente a intenção de concorrer ao Planalto em 2018. No caso de Bolsonaro, o Ministério Público Eleitoral questiona a publicação de imagens que mostram o parlamentar sendo recebido em aeroportos por simpatizantes. Único a votar por enquanto, o relator, ministro Napoleão Nunes, não viu propaganda antecipada. Lula, também segundo o MPE, faz propaganda antecipada em vídeos com títulos como “Rumo a 2018”. Ele ainda é questionado por participar de evento referente à transposição do São Francisco, em março. A avaliação na Corte Eleitoral é de que esses julgamentos devem nortear o entendimento sobre o tema em 2018. Por lei, a propaganda eleitoral é permitida somente a partir de 15 de agosto do ano da eleição, e há previsão de multa de até R$ 25 mil para quem ignorar a regra. Bolsonaro argumenta que é um direito de seus simpatizantes fazerem vídeos dele. A defesa de Lula diz que imagens do ex-presidente foram usadas por terceiros.

Preço da energia pode limitar recuperação da economia

Os sinais de melhora da economia levaram o governo a reavaliar suas projeções de crescimento do PIB para 2018 de 2,5% para 3%. Mas o setor elétrico pode ser um entrave. As chuvas abaixo da média e a seca no Nordeste exigem o acionamento das usinas térmicas e têm gerado um efeito cascata na indústria. O setor elétrico diz que não há risco de apagão. A preocupação é com o impacto financeiro, que pode atrapalhar a recuperação. A alta no preço da energia é de 5,8% no ano, ante uma inflação de 1,78%. 

Sanções dos EUA travam revisão da dívida da Venezuela

Um dia depois de anunciar a renegociação da dívida, calculada em US$ 150 bilhões, o governo da Venezuela chamou credores internacionais para discutir a medida. Sanções financeiras impostas pelos EUA em agosto, que impedem investidores americanos de comprar papéis emitidos pelo governo Maduro, devem dificultar as negociações. 

FOLHA

Ação antitrabalho escravo põe em xeque tese de Temer

Um quarto das ações de combate ao trabalho análogo à escravidão neste ano resultou em resgate de vítimas. Isso significa que 75% das diligências no país não identificaram o crime. O dado é do Ministério do Trabalho, pasta que editou uma portaria sobre o tema. A norma, suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, flexibilizava o conceito e o modelo de fiscalização, sob alegação de haver excessos. O presidente Michel Temer chegou a afirmar em entrevista que, se não tiver saboneteira no lugar certo, significa trabalho escravo. A Folha acompanhou blitze no sul da Bahia. Observou instalação sanitária irregular e falha na higiene de refeição. Mas não foi relatado trabalho análogo à escravidão. Fiscais dizem que o crime só se configura em casos radicais, como presença de guarda armada. O ministério não se pronunciou sobre os critérios para a portaria que limita a fiscalização. Em nota, a pasta diz ter o compromisso “de continuar aprimorando ações de combate ao trabalho escravo”. As empresas fiscalizadas não se manifestaram. 

Operadoras de plano de saúde não pagam nem 20% das multas

Embora tenha aplicado quase R$ 1,3 bilhão em multas às operadoras de planos de saúde em 2016, a ANS, agência reguladora do setor, recebeu só R$ 172 milhões, ou 13%. Nos últimos quatro anos, a média de arrecadação não passou de 20%. Representantes das operadoras atribuem o baixo pagamento a questionamentos sobre o valor aplicado e à falta de recursos. 

Dez prefeitos de capitais podem ser candidatos em 2018

A cinco meses do prazo de renúncia para quem quer disputar as eleições, ao menos dez prefeitos de capitais são cotados para concorrer em 2018. É o caso do tucano João Doria, considerado para o governo de SP e a Presidência. Se o número se confirmar, será recorde.

Governo mantém térmica acionada, e luz deve subir mais

Mesmo com a proximidade do período chuvoso, o governo optou por manter em operação usinas térmicas que fornecem energia mais cara do que a recomendada pelo modelo vigente. A medida, que busca preservar água nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, deve ter impacto nas tarifas de energia. 

Ação política nas fake news passa quase impune

Pesquisas indicam que indivíduos frustrados replicam mensagens mentirosas na internet, mas geralmente não as fabricam. A sentença iracunda que você lê numa rede social foi, lá na origem, elaborada por um agente político a serviço de um Estado, partido ou movimento.

JORNAIS DA RBS (NSC)

Florianópolis: pior trânsito do Brasil

Florianópolis foi classificada como a pior cidade do país para dirigir, de acordo com o Waze Satisfaction Index, divulgado na sexta-feira. O indicador é composto com base em dados informados por condutores no aplicativo Waze, a partir da notificação de buracos e reclamações quanto ao tráfego, por exemplo.

Em resumo, o índice avalia a satisfação dos motoristas. Para isso, usa seis critérios: nível de trânsito (quão frequentes e ruins são os congestionamentos), segurança nas vias (número de acidentes, condições climáticas), qualidade das vias, serviços ao motorista (como acesso a postos de gasolina e opções de estacionamento), fator econômico e social (como acesso a carros, aumento ou redução dos preços da gasolina) e "Wazyness”, que representa o quão boa é a rede de usuários do aplicativo em termos de ajuda aos colegas motoristas.

Em todo o mundo, a pesquisa analisou dados de 39 países e 217 cidades para criar uma  nota que varia de satisfatório (10) a péssimo (1). Só foram consideradas cidades em que há pelo menos 40 mil usuários do aplicativo.  Florianópolis teve nota 3,98, relativamente próxima da Rússia (3,78), avaliada como o quinto pior país para os motoristas. 

No ranking nacional, depois da cidade catarinense aparecem entre os piores municípios para dirigir as capitais Manaus (4,21), João Pessoa (4,58), Belém (4,66) e Vitória (4,75).  O Waze não revela em quais critérios as cidades tiveram os piores desempenhos. As cinco melhores estão no interior de São Paulo: Atibaia (7,47), São José do Rio Preto (7,43), Grande Campinas (7,20), Sorocaba (7,17) e Taubaté (6,95).