Surdez é tema ignorado pelo próprio governo

GLOBO

Venda da Eletrobras deve frear alta na conta de luz

Um terço do valor será usado para compensar energia mais cara.
Objetivo é convencer congressistas a aprovar projeto que autoriza a privatização, a ser enviado em regime de urgência. Verba também deve ser usada para abater déficit e revitalizar o Rio São Francisco.
Para vencer as resistências no Congresso à privatização da Eletrobras, o governo incluiu no projeto de lei para autorizar a venda da empresa, que será enviado em regime de urgência, a previsão de que um terço do valor arrecadado seja utilizado para conter os reajustes na conta de luz a partir de 2019. O dinheiro será destinado a um fundo que compensa o custo elevado da energia em momentos de estiagem, quando as usinas termelétricas, que geram eletricidade mais cara, são acionadas. Além disso, numa tentativa de agradar às bancadas do Nordeste e de Minas Gerais, o projeto vai prever que R$ 5 bilhões serão usados na revitalização do Rio São Francisco. O governo estima arrecadar R$ 30 bilhões com a venda da Eletrobras. No Orçamento de 2018, a previsão é que R$ 12,2 bilhões da privatização sejam usados para ajudar a reduzir o déficit fiscal do país.

Temer já cogita derrota na Previdência

O presidente Temer admitiu ontem, pela primeira vez, que a reforma da Previdência pode ser rejeitada no Congresso. Em discurso a líderes de partidos, disse que o governo não será inviabilizado pela derrota: “Pretendem derrotá-la supondo que derrotam o governo. Não é verdade. Derrotam o Brasil”, afirmou. Temer cogitou fazer concessões no texto.

ESTADÃO

Parlamentares agem para manter reajuste de servidores

Propostas de alteração na MP do governo que adia aumento do funcionalismo beneficiam ao menos 17 categorias.
Uma semana após o governo enviar ao Congresso medida provisória que adia para 2019 o reajuste do funcionalismo, parlamentares apresentaram pelo menos 236 emendas para mudar a proposta original. As alterações, encaminhadas à comissão especial mista (Câmara e Senado) que vai analisar a medida, deixam 17 categorias fora do congelamento de salários. O prazo para apresentação de emendas à MP 805 se encerrou no fim da noite de ontem. Deputados e senadores propuseram manter o aumento salarial para categorias como policiais federais, professores, diplomatas, auditores da Receita Federal e médicos peritos. Há emenda que cancela o adiamento do aumento para todos os servidores. A MP 805 também estipulou a elevação, de 11% para 14%, da contribuição previdenciária dos servidores que ganham mais de R$ 5,5 mil. Várias emendas protocoladas cancelam essa medida. Ainda não foi definido quem será o relator na comissão. É ele quem vai decidir o que será acolhido no relatório final.

Confiança e queda dos juros elevam vendas de imóveis

A queda nas taxas de juros e os sinais de retomada da economia, que elevam a confiança do consumidor, já têm impacto nas vendas de imóveis. Na cidade de São Paulo, de janeiro a agosto, foram vendidas 10.991 unidades, 20,8% mais que no mesmo período de 2016. Em todo o País, as vendas cresceram 25,5% de janeiro até agosto em relação ao ano passado.

Sem delação, Cunha muda estratégia e ataca Funaro

Preso pela Lava Jato, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou em interrogatório ter recebido dinheiro do empresário Joesley Batista para não fazer delação e disse que a suposta compra do seu silêncio foi “forjada para derrubar” Michel Temer. Ele também atacou Lúcio Funaro. As declarações revelam nova estratégia de Cunha após o encerramento da negociação de seu acordo de delação.

FOLHA

Mercado prevê nova onda de investimento da China em 18

Aquisições cresceram neste ano e já movimentaram R$ 35,3 bilhões.
O Brasil deverá viver uma segunda onda de investimentos chineses a partir do próximo ano. Analistas preveem a chegada de novas companhias de grande porte e mais diversificação.
Ao menos dez empresas estão em estágio avançado para entrar no país, em áreas como energias renováveis, ferrovias, portos, mineração e papel e celulose. Leilões do Programa de Parcerias de Investimentos do governo podem atrair interessados já no primeiro semestre. As aquisições chinesas começaram a crescer nos últimos meses. De 6, no ano passado, passaram para 17 neste ano. As operações movimentaram pelo menos R$ 35,3 bilhões atê outubro. Investimentos de menor porte, em setores como saúde, logística, agronegócio e telecomunicações também vão se acelerar, diz Eduardo Centola, do banco Modal. Para ele, aportes nos últimos anos deram segurança e a incerteza eleitoral não afetará o processo.

"Houve interesse internacional em minha prisão"

Acusado de receber propina de R$ 4,5 milhões de empreiteiras, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva ficou preso por dois anos. Em entrevista à Folha, o militar, que se recupera de um câncer, alega inocência e diz que sua prisão foi feita sob os auspícios de “interesses internacionais”.

Redação do Enem traz tema ignorado até pelo governo

Com o tema da formação educacional de surdos, o Enem apresentou aos candidatos informações para as quais nem gestores públicos têm explicações claras. A prova, que pedia texto argumentativo sobre a questão, trazia gráfico que mostra queda nas matrículas de alunos com surdez. Os dados surpreenderam especialistas.

Hélio Schwartsman:

Zerar prova que negue direitos não é coisa de educador
A atitude de dar nota zero a qualquer redação do Enem que “desrespeite os direitos humanos”, sem nem sequer considerar os argumentos que lá estejam é coisa de quem nutre o pensamento religioso, não de educadores preocupados em ensinar pela via do convencimento.

AGÊNCIA BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) - ao visitar uma base americana na Coreia do Sul - que "tudo será consertado" a respeito do desafio armamentício colocado pela Coreia do Norte, assunto que marca boa parte da agenda em sua passagem pela Ásia.

"Vamos tratar com os principais generais sobre a situação na Coreia do Norte. Em última instância, tudo será consertado. Sempre se conserta. Tem que se ajeitar", disse Trump, em Camp Humphreys, onde foi almoçar com as tropas americanas, logo após aterrissar na Base Aérea de Osan. As informações são da agência de notícias EFE.

Quem participou do almoço de surpresa foi o presidente sul-coreano Moon Jae-in, num gesto que procura mostrar a solidez da união Seul-Washington contra o governo de Pyongyang, que se mantém tecnicamente em guerra com os dois aliados há quase 70 anos.

Após o almoço, Trump viajou de helicóptero para Seul e em seguida foi conduzido por um comboio até a Casa Azul (residência presidencial), onde foi recebido com honras de chefe de Estado antes da reunião com Moon.

O deslocamento do comboio do presidente Trump por Seul esteve rodeado por um forte esquema de segurança visando controlar as manifestações a favor e contra sua visita.

Testes de armas

Os integrantes das manifestações discordam da atitude beligerante que Trump adotou contra a Coreia do Norte. Além disso, os seguidos testes de armas do regime de Kim Jong-um aumentaram a tensão para níveis não vistos desde o final da Guerra da Coreia (1950-1953).

Além do desafio norte-coreano, o encontro bilateral também será marcado pelas relações comerciais entre os dois países, que o presidente americano classificou de desigual e pouco vantajoso para seu país.

"Temos uma excelente cooperação (com o presidente Moon). Temos uma excelente reunião sobre comércio previsto com o presidente e seus representantes", afirmou Trump, antes de partir para Seul.

"Começará a funcionar para que criemos muitos postos de trabalho nos Estados Unidos, que é uma das razões importantes pelas quais estou aqui", acrescentou Trump, que estará na Coreia do Sul até amanhã, quando parte para a China, seguindo sua excursão pela Ásia.

A pedido de Washington, os dois países começaram a renegociar um Tratado de Livre-Comércio (TLC), após a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Ele defende a "América primeiro" na política comercial.