Política de interesses próprios

Um troca-troca de posições escandaloso. É como se pode definir a "permuta" entre o conselheiro do TCE Júlio Garcia, indicado para a função em caráter efetivo quando ainda parlamentar e o atual deputado José Nei Ascari, seu "substituto" na região eleitoral. Sai Júlio da Assembleia para o TCE, entra Ascari na sua vaga eleitoral. Agora, invertem. Criaram uma capitania na região de Tubarão. Um rodízio cujo efeito é causar ainda mais descrédito na já combalida fama de políticos: apenas um jogo de interesse próprio, pessoal, partidário, grupal. Enfim, uma vergonha.

Noutra esfera, podemos considerar uma traição ao povo um parlamentar aceitar ou buscar indicação para cargo no Executivo ao invés de cumprir o mandado para o qual foi eleito. No seu lugar vai um suplente, nem sempre representante da mesma região ou bairro ou partido e, pior, acolhem-se dois privilégios, com a ocupação de posições de poder. Claro, com as despesas inerentes.

Por estas e outras, sem contar os mil benefícios pendurados nessas funções, salários altos e mordomias mil, o eleitorado fica cada vez mais descrente. E aí ficam questionando as razões pelas quais o político é tão desprestigiado (como se não houvessem outros bons motivos...).