Bolsonaro seria um estresse menor no mercado, acreditam especialistas

EXTINÇÃO DE PARTIDOS

Três juristas acionaram o TSE para pedir o cancelamento do registro civil e a extinção de nove partidos: PT, PMDB, PP, PROS, PRB, PCdoB, PDT, PR e PSD.
A ação foi impetrada pelo desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, Laércio Laurelli, e pelos juristas Modesto Carvalhosa e Luís Carlos Crema.
A Procuradoria-Geral Eleitoral não tem prazo para analisar o pedido baseado nos artigos 1º, 3º e 17 da Constituição Federal; no parágrafo único do art. 19, no inciso I do art. 22, no § 1º do art. 237 e no art. 356 do Código Eleitoral; e no § 2º do art. 28 da Lei nº 9.096/1995.

Carvalhosa publicou no Facebook:

“Deixamos claro na ação: nem com as investigações e condenações os políticos criminosos e suas agremiações cessam com suas ações político-criminosas. A moral, a eficiência e o trabalho sério de agentes públicos (integrantes da Polícia Federal, Ministério Público Federal e da Justiça Federal) que, em defesa da República e do Povo, provam os crimes e prendem os criminosos, estão sendo, sorrateira e asquerosamente, aniquilados por ocupantes dos mais altos cargos da República.
Mister então, tirar as armas e os instrumentos para a prática criminosa desses políticos assassinos da moral, da ética, da segurança, da saúde, do alimento, do sustento das famílias, da educação e da nossa dignidade. Noutras palavras, devemos extinguir os partidos políticos criminosos.”

Por fim, um recado ao PSDB:

“Os que não fazem parte desta ação e cometeram atos ilícitos que nos aguardem. Estamos reunindo provas.”

A VIOLÊNCIA E OS ESPERTOS

Lojas, condomínios e até creches do Rio estão recorrendo mais a serviços contra assaltos e furtos, os chamados sistemas de botão do pânico, que podem ser digitais ou físicos. Uma firma sueca vendeu só em outubro 600 kits de um equipamento para acionar uma central que entra em contato com a PM, três vezes mais do que há um ano. Também existem versões de aplicativos gratuitos de segurança. A insegurança e a violência contra a população dando lucro para alguém mais esperto.

TEMER: MAIS TÍTULOS FUNDIÁRIOS QUE O PT

A gestão Michel Temer acelerou o ritmo de regularizações fundiárias no País. Nos sete primeiros meses deste ano, foram concedidos 7.356 títulos definitivos de posse, mais do que os 6.821 lavrados em 2006, melhor ano dos governos petistas na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram assinados 58.837 contratos de concessão de uso da terra, ante 47.073 em 2010, quando o governo do PT, também com Lula, teve o melhor desempenho. Especialistas e entidades alertam, no entanto, para o corte de verbas para desenvolvimento da agricultura familiar no atual governo.

INTOLERÂNCIA

De janeiro de 2015 a junho deste ano, o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, 1.486 casos foram relatados ao Disque 100, canal que recebe queixas. São Paulo, Rio e Minas lideram as ocorrências. O tema preocupa religiosos de várias denominações.

LULA É UM PROBLEMA

Em meio à fragmentação de candidaturas mais ao centro na eleição de 2018, agentes do mercado consideram o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) eficaz para barrar um terceiro mandato de Lula (PT). Os candidatos tidos hoje como ideais pelo setor financeiro são o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria. Diante do baixo desempenho desses nomes nas pesquisas eleitorais, analistas já debatem o nome do parlamentar como alternativa. Além disso, Bolsonaro tem adotado, nos últimos meses, um discurso mais liberal na economia. Passou a defender privatizações — inclusive da Petrobras — e a reforma da Previdência. Embora seja vista com ceticismo, a mudança de tom tem capacidade de angariar apoio, principalmente em oposição ao petista. “O Lula hoje é um problema. Pode ser disruptivo. O Bolsonaro é uma incógnita, mas tenderia a causar um estresse menor no mercado”, diz Raphael Figueredo, sócio da Eleven.

MULTA PELO LIXO

Os senadores voltarão a analisar projeto que proíbe o acúmulo e o descarte irregular de lixo em vias públicas (originalmente PLS 523/2013). Os deputados aprovaram, com mudanças, a proposta do ex-senador Pedro Taques e agora o texto contempla também o acúmulo de lixo no interior de imóveis urbanos ou rurais. O projeto autoriza os municípios e o Distrito Federal a instituírem multa para quem desrespeitar a proibição. As multas serão revertidas em serviços locais de limpeza, coleta e separação do lixo. O descarte de lixo será regulamentado conforme o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A versão original do Senado tratava apenas da multa para o descarte irregular de lixo em vias públicas, como ruas e avenidas. Com a nova redação da Câmara, passará a ser punido também quem acumular lixo em depósitos ou no interior de imóveis.