Governo sem voto para aprovar reforma da previdência

GLOBO

Governo deve adiar reforma da Previdência para 2018

A dificuldade em conseguir apoio para a reforma da Previdência deve levar o governo e líderes da base aliada a adiar a votação para 2018. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que “ainda falta muito voto” para garantir que as mudanças passem. O PSDB só decidirá semana que vem se fechará questão em torno do texto do governo. O temor de que a reforma não seja aprovada fez o dólar subir 0,95% e a Bolsa cair 1,26%.

Desemprego cai com vagas informais

A taxa de desemprego caiu para 12,2%, informou o IBGE. Mas, desde abril, quando o mercado de trabalho começou a reagir, três quartos das vagas criadas foram no trabalho por conta própria ou em postos sem carteira assinada. Ao todo, o país ainda tem 12,7 milhões de desempregados.

ESTADÃO

Em 4 anos, secas e inundações afetam 55 milhões de brasileiros

Levantamento quadrienal da Agência Nacional de Águas (ANA) sobre o acesso e o uso da água aponta que o País vive uma situação de estresse hídrico, informa André Borges. Entre 2013 e 2016, 78% dos 1.794 municípios da Região Nordeste decretaram, pelo menos uma vez, situação de emergência ou estado de calamidade por causa da seca extrema que castiga a região há cinco anos, segundo o relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017. Em situação oposta, outros 2.641 municípios, o equivalente a 47,5% das cidades do País, viveram episódios de alagamentos, enxurradas e inundações. Os desastres relacionados ao clima afetaram, no período, 55,7 milhões de pessoas. “Este ano deve se confirmar como o mais seco desde 1931, quando começou a série histórica”, diz Joaquim Gondim, superintendente de operações e eventos críticos da ANA. Para especialistas, as mudanças drásticas nos padrões de ocorrências das chuvas são indícios das mudanças climáticas.

Otimismo com a economia tem pior índice, mostra Ibope

Apenas 21% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar, pior índice em 8 anos, e mais de 80% consideram o governo corrupto. Para Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, sinais de melhora econômica não estão sendo percebidos.

Elena Landau deixa PSDB: ‘Lutei por uma boa causa’

Economista demonstrava descontentamento com os rumos da sigla, à qual foi filiada por 25 anos. A gota d’água foi o documento Gente em Primeiro Lugar, que deve servir de base à campanha eleitoral e foi elaborado sem participação de economistas.

Maduro prende dois ex-ministros por corrupção

Eulogio del Pino e Nelson Martínez foram detidos ontem acusados de atos de corrupção. Ambos foram ministros do Petróleo e ocuparam a presidência da PDVSA. A Venezuela enfrenta uma escalada de problemas. Caracas ficou dois dias sem metrô nesta semana por causa de apagões e pacientes não têm acesso a remédios.

Para que servem os partidos?

A reforma da Previdência é, de fato, um tema bastante impopular. É justamente nessas horas, portanto, que os partidos precisam dizer por que existem.

FOLHA

Governo não tem votos para nova Previdência

O governo não tem os 308 votos para aprovar a reforma da Previdência, uma das principais bandeiras de Michel Temer (PMDB), na Câmara. É o que aponta enquete realizada pela Folha de 27 a 30 de novembro. Nela, 210 deputados declararam que votarão contra a proposta. Só 38 parlamentares se disseram favoráveis ao projeto. Oito afirmaram ser parcialmente a favor, divergindo em relação à idade mínima e ao limite para acumular pensões. Há 44 indecisos, 14 seguirão a posição do partido, 97 não responderam e 96 não foram localizados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que “falta muito” para que o governo tenha o apoio necessário. A proposta, mais enxuta que a original, estabelece idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para aposentadoria. Outra exigência é de 15 anos de contribuição para trabalhadores do setor privado, como ocorre hoje, e de 25 anos para servidores. A resistência à reforma deve-se às eleições de 2018. Deputados temem perder eleitores caso apoiem medidas impopulares.

Infraero desiste de investir no Galeão e torna negócio incerto

O Conselho de Administração da Infraero decidiu que não fará um investimento de R$ 1,4 bilhão previsto na concessionária responsável pelo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Sem o aporte, o grupo chinês que substituiria a Odebrecht no negócio pode desistir dele. Isso exigiria a busca de novo parceiro privado para o terminal.

Quase todas as vagas criadas no país são informais

Apesar de o desemprego ter recuado de 13,3 milhões para 12,7 milhões no trimestre encerrado em outubro, quase 100% das vagas criadas no setor privado são em postos sem carteira assinada. Segundo o IBGE, a informalidade “contribui para a precarização do mercado de trabalho” do país.

De olho na eleição, Alckmin busca R$ 2,5 bi para obras

Pré-candidato à Presidência, o governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu que a Assembleia autorize empréstimo de R$ 2,5 bilhões para obras do Metrô e da rodovia dos Tamoios. O tucano também prevê entregas quase semanais de projetos em áreas como infraestrutura e saúde. O objetivo é fortalecer a imagem dele como gestor.

Segunda sentença de Moro sobre Lula sairá só em 2018

A segunda sentença do juiz Sergio Moro sobre Lula na Lava Jato ficará para 2018. O trâmite da ação que acusa o ex-presidente de receber propina da Odebrecht via compra de terreno para o Instituto Lula atrasou com a discussão sobre a autenticidade de recibos e pedidos de análise de materiais da delação da empreiteira.

Reinaldo Azevedo - Temos na política o cruzamento do jumento com a vaca

Aqui e ali leio e ouço reclamações sobre a “velha política”. Da extrema esquerda à extrema direita, reivindica-se a novidade como valor em si, como categoria política ou de pensamento. Até conservadores fazem dela um fetiche, o que é coisa de hospício. Jair Bolsonaro, por exemplo, quer-se o novo.

AGÊNCIA BRASIL

Desinformações previdenciárias

A Justiça Federal em Brasília decidiu hoje (30) determinar a suspensão da campanha publicitária sobre a reforma da Previdência Social. A decisão foi proferida pela juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho, da 14ª Vara Federal, a partir de uma ação protocolada pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). Na decisão, a juíza entendeu que o conteúdo das peças publicitárias veicula desinformações.

A privatização da Eletrobrás

A privatização da Eletrobrás ocorrerá por meio de operação de aumento de capital, com a possibilidade de ser somada a uma oferta secundária de ações da empresa pertencentes à União. A informação consta de comunicado divulgado hoje (30) pelo Ministério de Minas e Energia.

“A proposta deste ministério prevê que a desestatização dar-se-á por meio de aumento de capital mediante subscrição pública de ações ordinárias, sendo vedado à União, direta ou indiretamente subscrever novas ações decorrentes do aumento de capital”, disse o ministério. O documento foi encaminhado à Eletrobrás e ao presidente Michel Temer.

Para que a União passe a deter menos de 50% do capital votante da estatal, seria necessária uma emissão de cerca de 553.036.344 ações ordinárias. Considerando o valor da ação no dia 13 de novembro, a Eletrobrás receberia pelo menos R$ 11,2 bilhões na operação.