Temer quer forçar deputados a votar reforma da previdência

GLOBO

Ofensiva por reforma inclui promessas eleitorais

Com o prazo cada vez mais apertado para votar a reforma da Previdência, o governo mudou sua estratégia e lançou mão até mesmo de promessas de apoio eleitoral para convencer os deputados a votarem a favor das alterações na aposentadoria. Em conversas com parlamentares, o Planalto lembrou que quem aprovar a proposta poderá ser beneficiado em coligações, na distribuição de tempo de TV e na divisão dos recursos do fundo eleitoral. Nos cálculos do governo, a estratégia já começou a surtir efeito, e cinco partidos devem fechar questão a favor da reforma. Com isso, quem não acompanhar a orientação da legenda pode ser punido. PP e PTB já indicaram a possibilidade de apoio. O governo acha que PRB, PSDB e PMDB seguirão o mesmo caminho. Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, hipótese de votação este ano “é realista”.

Relator do processo de Lula entrega voto

Relator de recurso contra a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex, o desembargador Gebran Neto entregou seu voto em menos tempo que a média, e abriu caminho para que o julgamento ocorra no primeiro semestre de 2018. A sentença definirá se Lula poderá se candidatar.

Dodge pede prisão de Barata ao STF

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu ao Supremo para restaurar a prisão preventiva de Jacob Barata, o “rei dos ônibus”, que foi solto sábado pelo ministro Gilmar Mendes. Para Dodge, Gilmar não tinha a competência para decidir sobre o habeas corpus.

ESTADÃO

Temer quer que base obrigue deputados a aprovar Previdência

O governo mudou a estratégia para tentar aprovar a reforma da Previdência ainda este ano. Em vez do corpo a corpo com parlamentares, o Planalto agora trabalha para que pelo menos seis partidos da base obriguem seus deputados a votar a favor da mudança das aposentadorias. No total, PMDB, PSDB, DEM, PRB, PP e PTB reúnem 219 votos. A maioria das siglas, no entanto, avalia que isso só será possível se o PMDB e o PSDB tomarem a dianteira. Para aprovar a reforma no plenário da Câmara são necessários ao menos 308 votos em cada um dos dois turnos. “Hoje não temos nem 300”, admite Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Casa. Para convencer os partidos e líderes, o governo prometeu, em reunião no final de semana, apoio do governo nas campanhas eleitorais de 2018 tanto em alianças como em recursos. Os encontros melhoraram o humor dos deputados. Outro argumento utilizado foi o de que a rejeição popular à reforma caiu de 61% para 46%.

Por votos, governo dará mais R$ 3 bi a prefeitos

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, condicionou a liberação de verba extra de R$ 3 bilhões para prefeitos em 2018 à aprovação da reforma da Previdência. “Se não for aprovada, esse dinheiro não existe”, afirmou. O governo já liberou R$ 2 bilhões para que os prefeitos pressionassem parlamentares pela votação do texto no Congresso.

TRF-4 deve julgar Lula no 1º semestre

O desembargador João Pedro Gebran Neto concluiu seu voto no recurso do ex-presidente Lula ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região após a condenação no caso do triplex do Guarujá. O trâmite da apelação de Lula indica que o julgamento na segunda instância deverá ocorrer antes do início da campanha presidencial, no primeiro semestre de 2018. Se a sentença do juiz Sérgio Moro for confirmada pelo TRF-4, o petista poderá ficar inelegível.

Meirelles ataca PSDB de olho em 2018

As críticas feitas pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) ao PSDB e ao governador Geraldo Alckmin tiveram aval do presidente Temer. A ideia do Planalto para as eleições presidenciais é reunir os principais partidos da coalizão governista numa chapa de centro-direita. Meirelles (PSD) quer se fortalecer como postulante a essa vaga e deixar ao PSDB o ônus por eventual fracasso na votação da reforma da Previdência.

FOLHA

Meirelles acirra crise entre PSDB e governo

As críticas do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) ao PSDB acirraram a crise entre tucanos e o governo Temer (PMDB) às vésperas de nova tentativa para aprovar a reforma da Previdência. Em entrevista à Folha, Meirelles afirmou que o candidato governista à Presidência em 2018 não será o governador paulista, Geraldo Alckmin. Também disse que os tucanos tendem hoje a não apoiar a gestão do presidente Michel Temer. As declarações vieram em meio à discussão sobre a saída do partido da base. A avaliação de tucanos e aliados do Planalto é que faltou habilidade ao ministro. “Ele é candidato e quer começar a campanha eleitoral. Começou mal. Não é por aí que convencerá os brasileiros de que o PSDB não tem ajudado o governo”, disse o líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP). Meirelles não se lançou candidato, mas admite a possibilidade. Segundo o Datafolha, ele tem de 1% a 2% das intenções de voto. Na base governista, a fala do ministro foi criticada. “Não podemos fazer nenhuma marola para prejudicar a reforma”, disse o deputado Beto Mansur (PRB-SP). O governo precisa de 308 votos para aprovar na Câmara a nova Previdência.

Empresas fazem críticas a regras para intermitente

A regulamentação do trabalho intermitente, modalidade contratual introduzida pela reforma trabalhista, tem gerado críticas do setor de comércio e serviços.
A maior polêmica está na contribuição do trabalhador que ganha menos que um mínimo. Se quiser que o mês conte para a aposentadoria, terá de contribuir com o INSS do próprio bolso.

Soltura de Marcelo causa preocupação dentro da Odebrecht

Após ficar dois anos e meio atrás das grades, Marcelo Odebrecht deixa a prisão no próximo dia 19. Ele ficará em detenção domiciliar. Com a mudança de regime, o ambiente na empreiteira é de preocupação, de acordo com executivos e delatores ouvidos pela Folha. Para eles, Marcelo pode prejudicar o acordo de delação fechado pela empresa.

Reprovação de Doria sobe e já se iguala à de Haddad

A reprovação ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cresceu e atingiu o mesmo nível registrado por Fernando Haddad (PT), seu antecessor, no final do primeiro ano de mandato. De acordo com pesquisa Datafolha, 39% dos paulistanos consideram a gestão Doria ruim ou péssima. O tucano tem 29% de ótimo ou bom e 31% de regular. No começo do ano, sua aprovação era de 44%, e a reprovação estava em 13%. Má zeladoria (praças mal-cuidadas, buracos nas ruas, semáforos apagados), viagens e a “crise da farinata” foram tópicos que desgastaram O prefeito.

Joel Pinheiro da Fonseca - O Brasil precisa de uma esquerda que seja moderna

Disse Gleisi Hoffmann,presidente do PT: A sigla “manifesta seu apoio e solidariedade ao governo do PSUV, seus aliados e ao presidente Maduro E não foi nos anos áureos de Chavez, e sim em julho de 2017; ou seja, com a repressão a pleno vapor. O Brasil precisa de uma esquerda moderna, que condene regimes brutais como a ditadura de Maduro. É hora da turma dos direitos humanos mostrar a que veio.

RBS (NSC)

Assalto e morte em São Francisco do Sul

Um homem morreu na manhã desta segunda-feira em São Francisco do Sul após ser baleado em um assalto ao supermercado do qual era proprietário, no bairro Rocio Grande. Segundo informações da Polícia Militar, dois homens chegaram em um carro e anunciaram o assalto. Um deles abordou a esposa da vítima, que tentou defendê-la e acabou atingido por pelo menos dois tiros, conforme a Polícia. Luiz Carlos, conhecido como Carlão, tinha 55 anos.

O proprietário do supermercado foi levado para o hospital, mas morreu pouco tempo depois. Os assaltantes fugiram em um carro preto com o dinheiro que seria levado para o banco, cerca de R$ 60 mil, segundo a Polícia. Até a tarde desta segunda, os assaltantes não haviam sido localizados.

Mortes violentas em Joinville, um recorde

Pouco menos de um mês para finalizar o ano, Joinville superou o registro de mortes violentas ocorridas em 2016.  Conforme levantamento feito por 'AN', a marca de 129 assassinatos representa um crescimento de 11,2% em relação ao ano passado e é o número mais alto já registrado na história da cidade. O índice leva em consideração homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e vítimas de confronto policial.

A marca foi alcançada no último sábado (2) após Jacson Luiz Ribeiro, 29 anos, ser morto a tiros dentro de um carro, no Jardim Paraíso, na zona Norte da cidade. A quantidade de assassinatos registrados neste ano representa, em média, uma morte violenta a cada três dias na cidade. No período de 1º de janeiro a 2 de dezembro de 2016, o município computava 115 crimes desta natureza, já no ano de 2015, a estatística apontava 110. Em 2017, o número pulou para 129 mesmo que tenha ocorrido um intervalo de quase um mês - entre julho e agosto - sem o registro de homicídios em Joinville.

Com o crime deste final de semana, o bairro Jardim Paraíso lidera o ranking das ocorrências (15 mortes), seguido pelo Paranaguamirim (11) e Comasa (10). No mesmo período de 2016, o bairro da zona Leste contabilizava apenas quatro homicídios. O Ulysses Guimarães aparecia no intervalo do ano passado com dez casos – neste ano, somente três do total de mortes ocorreram no bairro. Geograficamente, as regiões Sul e Leste abarcam a maior parte dos homicídios, com 51 e 33 casos, respectivamente.