Aposentados e pensionistas terão reajuste maior

GLOBO

Famílias ocupam casas condenadas após tragédia

A tragédia do verão de 2011, que deixou 918 mortos e 99 desaparecidos, parece não ter servido de lição: sete anos depois, apenas em quatro dos maiores municípios da Região Serrana do Rio — Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Bom Jardim — há 171,8 mil pessoas vivendo em imóveis sob risco de desabamentos e inundações, 23% do total de habitantes. Em Friburgo, o repórter ANTÔNIO WERNECK encontrou famílias inteiras ocupando há meses imóveis na iminência de desabar, interditados pela Defesa Civil. Os moradores alegam não ter para onde ir, e a Defesa Civil admite saber do problema. Em 2014, ainda como candidato, o governador Pezão prometeu construir 4.565 imóveis para desalojados, mas a meta não foi cumprida. No Rio, uma obra contra enchentes na Grande Tijuca está parada.

Especialistas analisam a mobilização sobre temas de igualdade

Direitos em risco e desencanto com as instituições estão entre os combustíveis do ativismo no Brasil e no mundo. A polêmica que opôs americanas e francesas após o protesto contra o assédio no Globo de Ouro é um exemplo de como a ação pode promover a mudança, dizem especialistas ouvidos pelo GLOBO. Para Roberto daMatta, as pessoas já não aceitam sujeitar-se à injustiça.

Inflação alivia, mas crise fiscal preocupa

O país encerrou 2017 com inflação de 2,95%, o menor patamar em duas décadas e abaixo do piso da meta, de 3%, graças à queda no preço dos alimentos. Para este ano, o mercado estima alta na faixa de 4%. Para analistas, o Brasil corre o risco de não colher integralmente os benefícios de dois anos de preços sob controle em razão da crise fiscal. 

Em Curitiba, 53 novos inquéritos

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Mauricio Valeixo, afirmou que uma nova leva de 53 investigações será aberta com base nas delações premiadas da Odebrecht. Já o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, prometeu ao STF encerrar inquéritos ligados à Lava-Jato até dezembro.

ESTADÃO

Temer diz preferir Meirelles na Fazenda e elogia Alckmin

O presidente Michel Temer diz acreditar que o eleitor vai votar na “segurança e na serenidade” em outubro, o que ajuda a desenhar o perfil dos candidatos à Presidência com chances de vitória e leva a uma conclusão: “As pessoas estão cansadas de tudo isso (a confluência de crises) e vão querer a continuidade, a manutenção do nosso programa de governo, que está recuperando a economia e a tranquilidade. Ninguém quer aventura”, afirmou a Eliane Cantanhêde. Temer elogiou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu preferir o ministro Henrique Meirelles (PSD) na Fazenda sem disputar a eleição e opinou que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tende a tentar a reeleição à presidência da Câmara. Temer se diz “amigo do Geraldo há muitos anos” e, sobre a falta de apoio do tucano nas duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, afirmou: “Nunca fui rancoroso. Ele deve ter tido os motivos dele, e isso passou”. 

Governador busca alianças fora de DEM e MDB

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inicia o ano com a meta de formar alianças para a disputa do Planalto com pelo menos cinco

Caixa deve emprestar R$ 2,5 bilhões sem garantias

A Caixa recebeu nos últimos três meses autorização para conceder R$ 2,5 bilhões em empréstimos a Estados e municípios sem garantias da União, uma operação mais arriscada para o banco. Com o aval, a União fica responsável por honrar o pagamento em caso de inadimplência do Estado ou município. Quando o banco negocia diretamente, geralmente são dadas como garantia receitas futuras de impostos, que podem ser frustradas. legendas. Distante do MDB, de Michel Temer, e do DEM, de Rodrigo Maia, o tucano mira partidos considerados médios, como PR, PSB, PTB, PPS, PV e Solidariedade. Alckmin praticamente descarta a tese de que as forças políticas do centro devem convergir para um único nome. 

FOLHA

Inflação fica abaixo do piso da meta pela 1ª vez

A inflação encerrou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta do Banco Central (3%) pela primeira vez desde que o regime foi criado, em 1999. O centro da meta ê 4,5%, com tolerância de um ponto e meio percentual para cima ou para baixo. Essa foi a menor marca desde 1998, quando o acumulado do indicador no ano esteve em 1,65%. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, precisou justificar o resultado em carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a forte queda no preço dos alimentos foi a principal responsável. Entre os mais pobres, a inflação, medida pelo INPC, atingiu 2,07%, o nível mais baixo desde 1994, ano de criação do Plano Real. O indicador, que calcula a variação de preços para famílias com renda de atê cinco salários mínimos, ficou abaixo de 3% em outras duas ocasiões: 1998 e 2006. Nesse grupo, o preço dos alimentos tem mais peso do que no índice geral, que contempla renda familiar de atê 40 salários mínimos. Para analistas, o cenário dificilmente se repetirá em 2018, que deve ter resultado próximo da meta.

Brasileiro preso na Venezuela diz ter planejado captura

Preso na Venezuela sob suspeita de elo com organização criminosa, Jonatan Diniz afirmou que “queria ir para a cadeia” a fim de chamar a atenção para as ações da sua ONG. “Aconteceu o que estava nos meus planos” disse ele, que está nos Estados Unidos após ter sido expulso do país.

AGÊNCIA BRASIL

Reajuste de 2,07% para aposentados e pensionistas

Os aposentados e os pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 2,07%, informou hoje (10) à noite o Ministério da Fazenda. De acordo com a pasta, a portaria com o aumento será publicada amanhã (11) no Diário Oficial da União.

O reajuste equivale à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017, anunciado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que mede a variação de preços para famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, registrou variação menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 2,95%.

Com o reajuste, o teto das aposentadorias e pensões da Previdência Social sobe de R$ 5.531,31 para R$ 5.645,80. Quem recebe benefícios que equivalem ao salário mínimo, que passou de R$ 937 para R$ 954, terá reajuste menor, de 1,81%.

Contribuições ao INSS

A portaria também reajustou as faixas de contribuição dos trabalhadores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A contribuição de 8% passa a valer para quem recebe até R$ 1.693,72. Quem ganha entre R$ 1.693,73 e R$ 2.822,90 pagará 9% e quem recebe de R$ 2.822,91 até o teto contribuirá com 11% do salário. Como o recolhimento se dará sobre o salário de janeiro, as novas faixas só entrarão em vigor em fevereiro.

As faixas do salário-família também sofreram reajuste. A cota de R$ 45 valerá para os segurados que ganham até R$ 877,67. Para quem recebe entre R$ 877,68 e R$ 1.319,18, a cota corresponderá a R$ 31,71.