Roubalheira na previdência dos Correios

GLOBO

PF quebra sigilo de 98 para investigar fraude no Postalis

Em operação deflagrada para investigar fraudes no fundo de pensão dos Correios, a Polícia Federal cumpriu cem mandados de busca e apreensão em corretoras e casas de ex-executivos do Postalis e de empresários. Foram quebrados os sigilos bancário e fiscal de 48 pessoas e 50 empresas. O presidente do BNDES é sócio licenciado de agência de risco envolvida nos investimentos fracassados. O rombo é de R$ 6 bilhões. 

Cármen Lúcia: ‘É inadmissível desacatar a Justiça ou agredi-la’

Sem mencionar explicitamente o PT, que semana passada, em nota, chamou a condenação do ex-presidente Lula de "farsa judicial'! a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, fez ontem, na abertura do ano judiciário, uma defesa veemente da Justiça. Ela lembrou que há meios legais de recorrer das sentenças, e advertiu: "O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la'! 

Indústria avança 2,5% após três anos de queda

A indústria interrompeu três anos de retração e cresceu 2,5% em 2017, a maior expansão desde 2010. O principal destaque foi a produção de veículos. Para analistas, setor terá retomada mais intensa e voltará a contratar. Recuperar o nível précrise, porém, só em 2023, avalia a Firjan.

Cidade de Deus, da fama ao abandono

Favela foi a que mais teve tiroteios em janeiro: 46 Quase 14 anos depois de ficar mundialmente conhecida pelo filme indicado ao Oscar, e nove anos após se encher de esperança com a chegada da UPP, a Cidade de Deus volta a colecionar histórias de violência e abandono. Bandidos circulam armados abertamente, enquanto escolas fecham. A favela teve 46 tiroteios em janeiro. Ontem, confronto com a PM voltou a fechar a Linha Amarela. 

ESTADÃO

Previdência tem de ser definida em até 3 semanas, diz Temer

O presidente Michel Temer disse ontem ter feito sua parte para tentar convencer o Congresso a aprovar a proposta de mudanças no sistema de aposentadorias. “Eu já fiz a minha parte nas reformas e na Previdência”, disse ao Estado. “Agora é preciso convencer o povo, porque o Congresso sempre ecoa a vontade popular.” O governo precisa de apoio de 308 dos 513 deputados para aprovar o projeto. Temer afirmou que avaliará com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se o texto deve ser colocado em pauta no dia 19. “Nós vamos insistir muito na reforma da Previdência. Agora, de fato, é preciso ter votos. Nós temos duas, três semanas para fazer a avaliação”, disse. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirmou que, se a reforma não for votada neste mês, o governo não tem a intenção de insistir indefinidamente. “Tem momentos em que a batalha tem de parar”, disse. Nas contas do deputado Rogério Rosso (PSD-DF), um dos vice- líderes do governo na Câmara, há hoje, no máximo, 240 votos: “A Previdência está cada vez mais longe de ser aprovada”. 

Presidente espera definição sobre 2ª instância

O presidente Temer afirmou que seria “ideal” que o Supremo Tribunal Federal (STF) tomasse posição definitiva sobre a prisão após segunda instância. O argumento é de que isso poderia evitar “litigiosidade judicial”. Para Temer, no entanto, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, saberá o “momento oportuno” de colocar o tema em pauta. Sem fazer considerações jurídicas a respeito do julgamento do ex-presidente Lula, Temer avaliou que a eventual saída do petista da disputa eleitoral abre espaço para um candidato governista. 

Juízes pedem aumento salarial

Juízes e procuradores fizeram ato ontem no STF e na Câmara contra a reforma da Previdência e pela valorização da magistratura e do Ministério Público. Em carta à ministra Cármen Lúcia, eles pedem reajuste salarial, apoio a projeto que estipula adicional por tempo de serviço e, não explicitamente, defendem o auxílio-moradia para a categoria. 

Presidente do BNDES é alvo de ação da PF

Paulo Rabello de Castro foi um dos alvos da Operação Pausare, da PF, que apura desvios no Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios. Ele é sócio licenciado da SR Rating, citada em investimentos suspeitos do Postalis. A SR Rating “reafirma a qualidade técnica de suas operações”. 

FOLHA

Alckmin e Doria cortam verba contra mosquitos

Os gastos na prevenção a doenças transmitidas por mosquitos caíram em São Paulo em 2017, às vésperas do avanço da febre amarela. A queda ocorreu tanto na gestão do governador Geraldo Alckmin como na do prefeito da capital, João Doria (ambos do PSDB), e também nas transferências do governo Michel Temer (MDB). Considerando os governos da capital e do Estado, deixaram de ser gastos R$ 120 milhões, de um total de R$ 333 milhões em recursos orçados para a vigilância em saúde no ano passado. Já o Ministério da Saúde destinou ao Estado 8% menos do que o previsto. Funcionários da área de saúde dizem que a falta de verba afeta a aplicação de inseticida e o controle da proliferação do Aedes aegypti. Segundo médicos,essa situação pode afetar a prevenção da dengue, da zika e da chikungunya e contribuir para a eventual transmissão de febre amarela urbana. Questionadas, as três instâncias de governo afirmaram estar investindo na prevenção às doenças transmitidas por insetos.

Mudar prisão após a segunda instância incentiva corrupção

Opositores da prisão após decisão em segundo grau defendem que se aguarde julgamento pelo STJ para reduzir erros judiciais. Voltar atrás traz pouco benefício para a Justiça, indica pesquisa, e incentiva a continuidade da corrupção. 

AGÊNCIA BRASIL

Sai Gilmar, entra Fux (TSE)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse ontem (1º) que o Ministério Público Eleitoral (MPE) vai atuar em 2018 para coibir a corrupção e garantir a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano. Sem citar nomes, a procuradora falou sobre o assunto na abertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que retornou nesta quinta-feira do recesso. A sessão do TSE também foi marcada pelo fim do mandato do ministro Gilmar Mendes na presidência da Corte eleitoral, após dois anos no cargo. A partir do dia 6 de fevereiro, o tribunal será comandado pelo ministro do STF Luiz Fux.