600 mi novos casos de câncer no Brasil

GLOBO

Bloqueio de R$ 16,2 bi livra emendas parlamentares

O governo decidiu bloquear R$ 16,2 bilhões do Orçamento, diante da possibilidade de o leilão de privatização da Eletrobras não acontecer e por conta de despesas não previstas. Entre elas, está o calote dado por países que fizeram importações do Brasil por meio de operações com o BNDES, caso da Venezuela. Diferentemente do contingenciamento tradicional, o corte não vai afetar emendas parlamentares nem gastos de outros poderes. Assim, o governo evita se indispor com o Congresso às vésperas da votação da reforma da Previdência. O repasse de R$ 2 bi aos municípios também é parte da negociação.

Postalis foi autuado 43 vezes em 6 anos

O fundo de pensão dos funcionários dos Correios foi o maior alvo de autuações da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Foram 43 autos de infração desde 2012. A Petros recebeu 28. A PF investiga fraudes contra o Postalis, que tem rombo de R$ 6 bilhões.

ESTADÃO

Governo bloqueia R$ 16 bi, menor valor em dez anos

O governo definiu em R$ 16,2 bilhões o bloqueio de recursos do Orçamento para este ano, o menor valor desde 2008. A equipe econômica refez as contas do Orçamento e chegou à conclusão de que algumas das despesas previstas estavam superdimensionadas. Na prática, o contingenciamento deve ser ainda menor, já que R$ 8,2 bilhões serão retidos apenas até o Congresso autorizar seu remanejamento entre ministérios. Os outros R$ 8 bilhões estão vinculados à possível privatização da Eletrobrás. Se ela ocorrer este ano, os recursos serão liberados. Os contingenciamentos são comuns porque o Orçamento é sempre elaborado com base em estimativas que geralmente não se concretizam. Este ano, a equipe econômica chegou a prever que seria necessário, além do contingenciamento, um cancelamento de despesas que estavam acima do teto de gastos previsto para 2018. Isso, porém, não foi necessário porque o governo reduziu em R$ 6,5 bilhões a previsão de despesas relacionadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

Cristiane Brasil é investigada por associação ao tráfico

A deputada federal e ministra nomeada do Trabalho, Cristiane Brasil (PTBRJ), é investigada em inquérito que apura suspeita de associação com o tráfico durante a campanha eleitoral de seu ex-cunhado, o deputado estadual Marcus Vinicius (PTB), em 2010, relata Constança Rezende. Junto com Vinicius e três assessores, Cristiane é suspeita de dar dinheiro a traficantes de Cavalcanti, zona norte do Rio, em troca do "direito exclusivo" de fazer campanha na região. A investigação foi enviada ontem à PGR. Cristiane e Vinicius negam as acusações. 

FOLHA

Ricos, ministros de Temer ganham ajuda para morar

Ministros do presidente Michel Temer que estão entre os políticos mais ricos do país recebem dos cofres públicos ajuda mensal para moradia e alimentação. Estão entre os beneficiados Henrique Meirelles (Fazenda), Blairo Maggi (Agricultura), Eliseu Padilha (Casa Civil), Alexandre Baldy (Cidades) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia). Chefe da equipe econômica, Meirelles recebeu mensalmente desde que se tornou ministro, em 2016, auxílio-moradia de R$ 7.337 e vale-refeição de R$ 458. Ele abriu mão do primeiro benefício quando cresceram as movimentações para lançá-lo à Presidência, em novembro — o segundo, continua a utilizar. O ministro, cuja remuneração mensal ê de R$ 30.934, declarou publicamente seu patrimônio pela última vez há 15 anos, quando se candidatou a deputado. Possuía R$ 45 milhões em bens. Citado em 2014 pela revista “Forbes” como o segundo político mais rico do Brasil — patrimônio de US$ 1,2 bilhão —, Maggi tem a seu dispor imóvel funcional no DF. Alexandre Baldy, mesmo sendo proprietário de casa em um dos pontos mais valorizados da capital federal, tem à disposição um apartamento de mais de 200 m2. Dono de bens declarados no valor de R$ 6,5 milhões em 2014, Kassab recebe ajuda para alimentação. Padilha, que em sua última declaração de bens disse ter bens avaliados em mais de R$ 2 milhões, ganha auxílio-moradia e vale-refeição. Questionados sobre o assunto, os ministros afirmaram que cumprem a legislação federal. 

Auxílio-moradia compensa falta de reajuste no salário, diz Moro

O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, afirmou que, embora discutível, o auxílio-moradia compensa a falta de reajuste salarial dos juizes federais. Ontem, a Folha revelou que ele recebe mensalmente R$ 4378, mesmo tendo imóvel próprio desde 2002. Liminar de 2014 estendeu o beneficio a todos os magistrados do país.

Diferença no DNA deixa alguns bebês suscetíveis à zika

Diferenças genéticas talvez ajudem a explicar por que apenas alguns dos bebês gestados durante a epidemia de zika sofreram com as sequelas causadas pelo vírus da doença. Um estudo de cientistas da USP comparou, pela primeira vez, o DNA de gêmeos não idênticos, dos quais só um teve danos neurológicos. 

AGÊNCIA BRASIL

600 mil novos casos de câncer no país

O Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, divulgou ontem (2) o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) na Estimativa 2018 de Incidência de Câncer no Brasil. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no país, e a segunda posição é ocupada pelo câncer de próstata, para homens, e de mama, para mulheres. Considerado menos letal, o câncer de pele não melanoma deve ter cerca de 165 mil novos casos diagnosticados por ano. Se esses casos não forem levados em consideração, as mulheres brasileiras terão como tipos de câncer mais incidentes o de mama (59 mil casos), de intestino (com quase 19 mil) e o de colo de útero (16 mil). Entre os homens, a próstata é a parte do corpo que deve ser mais acometida pela doença, com 68 mil casos, seguida pelo pulmão, com 18 mil, e o intestino, com 17 mil.