A espera de nossos candidatos possíveis

Eleições sempre apresentam resultados muito doidos e inesperados, mas é difícil deixar de considerar a lógica, determinada por cálculos, movimentações, apoios, influências regionais, condições de candidaturas. Principalmente no momento de cogitações e antes dos lançamentos oficiais. Agora, por exemplo, é o momento de nomes começarem a se insinuar, à busca de consensos e de concordâncias.

Quem será federal, quem será estadual. Falamos, é claro, desta região que, por enquanto, não possui ninguém para a majoritária (senado, governo ou vice-governador, exceto, por um sinal inusitado, o deputado Leonel Pavan, de novo, mas nem ele sabe disso e talvez nem queira). Para Assembleia, que é para cuja eleição se formam os nomes mais citados, há muitos nomes. Piriquito, Carlos Humberto, Ary de Souza, Piruka, Pavan, Fábio e sabe Deus quem mais. Desses, os mais viáveis, neste momento e pelos fatos que envolvem esta apreciação despretensiosa, são Piriquito e Carlos Humberto. Um, por estar acelerando a sua recuperação após sair da prefeitura. No comando da ADR, tem sabido se promover e a sua festa de aniversário comprovou um poder que já imaginavam muitos ter acabado. É o nome do MDB na região. O outro, Carlos Humberto, vice-prefeito, tem percorrido a região e o Estado na finalidade de catalisar o seu nome. Como bom estrategista, ele só revela suas viagens, mas não revela o conteúdo dos contatos e as acordos tratados. O segredo é a alma do negócio. Mais ainda em política. De qualquer maneira, suas aparições frequentes em todo e qualquer evento, sua expressão singular de cidadão decidido e partícipe, leal a princípios e, principalmente, sem medo de assumir posições e manifestar opiniões em situações polêmicas, mostram o seu inegável preparo. Os demais, resguardados seus méritos, precisarão cuidar de uma boa divisão de votos. 

Não podemos, porém, deixar de considerar: com tantos candidatos, embora alguns sejam mais volumosos em apoios e votos que outros e possam se eleger matematicamente, haverá uma pulverização perigosa para todos. Quem quiser se eleger sem depender de outros fatores, precisa sair de Balneário com um mínimo de 20 mil votos e conquistar outros 20 ou 30 fora daqui. Dependendo da coligação ou legenda, chega. Ou, fora disso, perde, mesmo com 40 ou 45 mil votos conquistados.

É tempo de espera.