Michel Mac Gyver Temer

GLOBO

Adiar reforma para 2019 custará R$ 177 bi em 10 anos

Estudo do economista André Gamerman indica que adiar a aprovação da reforma da Previdência para 2019 custará aos cofres públicos mais R$ 177 bilhões ao longo de dez anos (2,4% do PIB). Este é o valor que o governo deixará de economizar com o atraso na votação. Só neste ano a diferença será de R$ 8,5 bi, passando de R$ 17 bi nos anos seguintes. O cálculo considera apenas os gastos do INSS; não há dados suficientes para simular as despesas com servidores públicos. Para Gamerman, os números reforçam a previsão de que, se a reforma não passar em 2018, o governo terá que aprovar medidas mais duras nos anos seguintes.

Rio é o líder em benefícios para juízes

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que os magistrados fluminenses têm direito a seis tipos de auxílios que complementam seus salários. Nenhum outro Tribunal de Justiça prevê tantas formas de verbas extras como o do Rio. Nos Estados Unidos, juízes não recebem compensação para bancar moradia e outros custos. 

ESTADÃO

Temor com economia leva Bolsa de NY à maior queda em 7 anos

O temor de que a economia americana entre em uma fase de superaquecimento provocou pânico e queda ontem no mercado acionário dos EUA. O movimento de venda se espalhou por Bolsas na Europa, Ásia e América Latina. Em termos porcentuais, o tombo de ontem foi o maior desde 2011 e anulou os ganhos obtidos pelos investidores em 2018. O índice Dow Jones sofreu a maior perda diária em pontos da história e fechou aos 24.345,75 pontos, uma queda de 4,60%. O S&P 500 recuou 4,10% e o Nasdaq encerrou o dia em baixa de 3,78%. Ao longo do pregão, o Dow Jones chegou a despencar mais de 6%. O maior receio é de que os EUA enfrentem pressões inflacionárias que levem o Federal Reserve, o banco central americano, a aumentar a taxa de juros em ritmo mais acelerado que o gradualismo projetado por Janet Yellen e seu sucessor, Jerome Powell, que tomou posse ontem. 

Gastos federais com saúde e educação ficam congelados

No primeiro ano de vigência da regra do teto de gastos, as despesas do governo com saúde e educação caíram 3,1% em 2017 ante 2016, se descontada a inflação. Em termos nominais, o gasto total nas duas áreas foi de R$ 191,2 bilhões para R$ 191,3 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base em dados do Tesouro.

MP veta acesso de Marcelo Odebrecht a executivos

Em prisão domiciliar, Marcelo Odebrecht pediu à Justiça para receber visitas do presidente do grupo Odebrecht, Luciano Nitrini Guidolin, e da chefe do recém-criado departamento de Conformidade, Olga de Mello Pontes, informa Ricardo Brandt. A defesa recuou da solicitação após o MPF ver possibilidade de ingerência de Marcelo Odebrecht na gestão do grupo.

FOLHA

Sob influência americana, Bolsas globais despencam

O mercado acionário global deu novos sinais de que pode estar no fim o ciclo de alta das Bolsas mundiais, que tiveram o melhor desempenho da história em 2017. Em dois dias de queda, alguns dos índices mais negociados zeraram toda a valorização obtida neste ano. A Bolsa de Nova York viveu um dia dramático. O Dow Jones chegou a cair 6,26%, mas fechou em baixa de 4,6% — a maior desde agosto de 2011. No Brasil, o Ibovespa recuou 2,59% e o dólar se valorizou 1,02%. Dados do mercado de trabalho divulgados na sexta-feira (2) nos EUA estimularam a venda de ações. A solidez da criação de vagas levou investidores a apostarem que o banco central local fará mais que três aumentos de juros em 2018. Analistas alertavam desde meados de 2017 que os principais índices poderiam estar sobrevalorizados. Segundo Mike Wilson, do Morgan Stanley, este ano será de transição no mercado financeiro, com “muito mais volatilidade”. 

Procuradoria-Geral e TCU pagam auxílio a quem tem moradia

Levantamento feito pela Folha mostra que dez integrantes da cúpula da Procuradoria-Geral e três dos nove ministros do Tribunal de Contas da União recebem auxílio-moradia mesmo tendo imóvel no Distrito Federal. Os dois órgãos disseram que os pagamentos do benefício seguem a lei. 

Guerra ao pixuleco

Membros da cúpula do PT têm incentivado o combate aos Pixulecos, bonecos infláveis com o desenho de um presidiário que representaria o ex-presidente Lula. “Que sejam despedaçados”, disse o secretário de Comunicação, Carlos Árabe. O advogado Vinícius Aquino, que guarda um dos Pixulecos, recebeu a ameaça como piada. Ele pretende lançar uma versão em pelúcia do boneco.

Ranier Bragon - Se Previdência for aprovada, Temer pode mudar nome

Bastavam quatro palitos de fósforo, um graveto e duas marias-moles, e ele era capaz de montar um fuzil para dizimar os inimigos. Mesmo que não tenha nenhum palito, graveto ou maria-mole à mão, se Michel Temer conseguir aprovar a reforma da Previdência pode mudar o nome para MacGyver.

Joel Pinheiro da Fonseca - Clima não é bom para a liberdade de expressão

Xingar os outros é feio. Nem por isso deve ser punido pelo Estado. Do jeito que está, cada lado já se prepara para ser ofendido e entrar na Justiça. É a morte de qualquer debate. Se toda vez que me xingarem eu ganhar R$ 100 mil, me xinguem com mais frequência, por favor.