PF prende deputado João Rodrigues em Guarulhos

GLOBO

Polícia Civil do Rio perde capacidade de investigar

Corporação tem mais de 13 mil cargos vagos.
Após cerco das Forças Armadas a quatro favelas, moradores denunciam que suspeitos fugiram de BRT.
As Forças Armadas fizeram ontem sua 19ª operação na cidade em sete meses. Dez traficantes que eram os principais alvos conseguiram fugir. Pelas redes sociais, moradores da Cidade de Deus alertaram que suspeitos saíram da favela de ônibus. Enquanto as megaoperações se multiplicam, sem resultados claros, o investimento em inteligência policial está limitado a R$ 2,3 milhões. O efetivo da Polícia Civil no estado é de 9,6 mil homens, e as vagas disponíveis passam de 13 mil.

Supremo devolve delação premiada de executivos da OAS

O ministro Edson Fachin devolveu à Procuradoria-Geral da República oito delações premiadas de executivos da empreiteira OAS por não concordar com as penas e multas fixadas.

ESTADÃO

 BC reduz taxa de juros para mínimo histórico de 6,75%

Selic atinge nível mais baixo desde sua criação, em 1996; Copom sinaliza que o ciclo de cortes chegou ao fim.
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 7% para 6,75% ao ano. Foi o 11.º corte consecutivo da Selic, que atinge o menor valor desde que foi criada, em 1996. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também sinalizou que o mais provável é que o movimento de ontem tenha sido o último do atual ciclo de cortes. Uma nova redução pode ocorrer em março apenas se o cenário melhorar. Para economistas, a aprovação da reforma da Previdência seria um desses fatores. Desde o ano passado, o BC vinha indicando que pararia de reduzir a taxa básica de juros, que serve de parâmetro para o custo de empréstimos. Mesmo com a Selic no menor nível das últimas duas décadas, a taxa média cobrada em operações de crédito no Brasil no ano passado foi de 25,6% ao ano. O juro do rotativo de cartão de crédito chegou a 334,6% ao ano e o do cheque especial, a 323%. 

Alckmin fala em privatizar ‘várias áreas’ da Petrobrás

Pré-candidato à Presidência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que “inúmeras áreas” da Petrobrás poderiam ser entregues à iniciativa privada, com a perspectiva de privatizar a estatal por completo “no futuro”. Ele afirmou que uma equipe estuda quais empresas poderiam ser desestatizadas em eventual governo tucano. A declaração foi criticada pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente. 

Planos devem reembolsar o SUS, define Supremo

O STF decidiu ontem por unanimidade que os planos de saúde são obrigados a reembolsar o Sistema Único de Saúde (SUS) quando seus usuários forem atendidos na rede pública. O impasse durava quase 20 anos. Para especialistas, com a definição, deixa de ser vantajoso para os planos a recusa de atendimento, uma vez que terão de arcar com os custos em algum momento. 

Governo admite mais mudanças na Previdência

O governo quer votar a reforma da Previdência até o dia 28 – depois disso, se não tiver apoio, deve desistir da proposta. O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) admitiu que pontos como a transição para servidores e o acúmulo de aposentadorias e pensões podem ser mudados.

FOLHA

Governo fixa dia 28 como limite para votar Previdência

Com uma versão mais flexível da reforma da Previdência em mãos, o governo Michel Temer fixou 28 de fevereiro como data-limite para votar o texto no Congresso. Se não houver certeza da vitória, ela será engavetada. O núcleo do governo não conta com a aprovação, e o Ministério da Fazenda já reorganiza sua agenda, na qual priorizará medidas microeconômicas. 

Moro decide que recibos dados por Lula são válidos

Em vitória da defesa de Lula, o juiz Sergio Moro concluiu que recibos apresentados pelo petista para comprovar pagamento de aluguel de apartamento a empresário não são “materialmente” falsos, como afirmou o Ministério Público. Ainda será analisado se houve efetivamente repasse. E então eles podem ser considerados "ideologicamente falsos".

Folha deixa de publicar seu conteúdo no Facebook

A Folha deixa de publicar no Facebook a partir de hoje. O jornal manterá sua página na rede social, mas não mais a atualizará. A decisão é reflexo de discussões sobre os melhores caminhos para distribuir o conteúdo do jornal. As desvantagens em utilizar o Facebook ficaram mais evidentes após decisão da rede social de reduzir a visibilidade do jornalismo profissional. Os leitores ainda poderão compartilhar conteúdo da Folha em suas páginas pessoais no Facebook. 

AGÊNCIA BRASIL

PF prende deputado João Rodrigues em Guarulhos

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (8) o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), condenado pela segunda instância da Justiça Federal a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação, quando ocupou o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC). A prisão ocorreu no Aeroporto internacional de Guarulhos. Investigação da Polícia Federal identificou que o deputado que estava nos Estados Unidos, fez uma alteração na sua passagem de avião, mudando o destino final de Brasil para Paraguai. Como na segunda-feira (12) a execução da pena estaria prescrita, o ministro do Supremo Tribunal Federal  Alexandre de Moraes, autorizou a inclusão do nome do deputado na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O deputado deu uma explicação bizarra para a mudança de trajeto: desembarcaria do avião no Paraguai e iria de automóvel até Chapecó, e então se apresentaria à PF. Que papo, hein?

O deputado explicou, em nota expedida:

Deputado federal João Rodrigues (PSD) embarcou em Orlando (EUA) na manhã desta quarta-feira (7) com destino a Assunção (Paraguai), de onde faria o trajeto até Chapecó de carro para que na sexta-feira (9) onde se apresentaria à Polícia Federal, como tinha antecipado aos meios de comunicação. Chegando ao Paraguai, no aeroporto, foi abordado por policiais federais, automaticamente feito o comunicado, se entregou. Está indo na manhã desta quinta (8) a São Paulo e depois Brasília, aonde acompanhado de seu advogado, vai cumprir o que determina a Lei.

Voltou a dizer que acredita na Justiça e que seus advogados vão reverter essa situação. Primeira na discussão da prescrição do processo e segundo, com todos os argumentos possíveis, em mais um recurso, para reverter processo que determina a prisão não é transitado e julgado. O deputado afirma que se sente magoado em razão de uma condenação extremamente injusta, mas ao mesmo tempo está aliviado. “Há 20 anos sofro com esse processo. Esperava que o desfecho fosse outro, mas infelizmente por razões que não entendo, vou cumprir a pena, aguardando uma modificação nesta determinação judicial”.