Rio sob arrastões e violência no Carnaval

GLOBO

Temer vai deslocar refugiados venezuelanos para outras regiões 

Em meio ao agravamento da crise migratória em Roraima, com a chegada pela fronteira de milhares de refugiados venezuelanos, o presidente Michel Temer anunciou, ontem, uma operação para deslocar parte dos estrangeiros a outros estados e prometeu recursos para que o governo local enfrente o problema.

Com Rio sob arrastões, autoridades se afastam

Enquanto uma onda de assaltos e desordem ameaça o carnaval carioca, o governador Pezão e o prefeito Crivella viajam. Pelo menos três arrastões levaram pânico a Ipanema, e houve recorde de turistas roubados — alguns, agredidos. O porta-voz da PM, Ivan Blaz, sugeriu a foliões que evitem usar celulares para selfies. 

ESTADÃO

Brasil reforça ação militar na fronteira venezuelana

Michel Temer anunciou ontem em Roraima a criação de uma força-tarefa para controlar a entrada de venezuelanos no Brasil. O número de homens nos pelotões da fronteira será aumentado de 100 para 200, com o reforço de tropas da Força Nacional, e haverá a duplicação de postos de controle. O governo deve gastar R$ 15 milhões com a ação. Um hospital de campanha vai atender o fluxo inicial de pessoas vindas da Venezuela – estima-se que 42 mil entraram em Roraima no último ano, com o agravamento da crise econômica naquele país. Alguns desses venezuelanos estão sendo aliciados pelo crime organizado. Temer apontou o fluxo dos refugiados como um dos principais problemas atuais e disse que, segundo a governadora Suely Campos (PP), eles estariam “tirando o emprego” dos brasileiros. O ministro Raul Jungmann (Defesa) afirmou que é preciso distribuir os refugiados pelo País. 

Novo ‘boom’ do petróleo deve aliviar a crise do Rio

A previsão para 2019 é de que o PIB fluminense cresça 6,1%, quase o dobro do esperado para o Brasil, impulsionado pela produção de petróleo, que deve render R$ 8,9 bilhões aos cofres estaduais já em 2018. É o que mostra estudo da Tendências Consultoria Integrada, obtido pelo Estado. Sete projetos de prospecção estão previstos para este ano e, de 18 plataformas esperadas até 2021, 14 são do pré-sal. 

Sob pressão, PSDB avalia filiar Márcio França em SP

Pré-candidato ao Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ainda não conseguiu unir o partido em torno de um palanque forte para sua sucessão no Estado. Os próximos dias serão decisivos em busca de uma solução para o impasse. Entre as opções à mesa, está até a filiação do atual vice-governador, Márcio França (PSB), ao PSDB. Além de França, o prefeito de São Paulo, João Doria, o secretário Floriano Pesaro, o cientista político Luiz Felipe d’ Avila e o ex-senador José Aníbal, todos do PSDB, postulam a indicação. Se não encontrar uma solução, Alckmin corre risco de se enfraquecer politicamente. 

FOLHA

Fome na Venezuela é ‘gravíssima’, diz OEA

Relatório da Comissão In-teramericana de Direitos Humanos, entidade da Organização dos Estados Americanos, aponta que quase 70% das crianças venezuelanas de atê cinco anos estão desnutridas —15% dessas em quadro agudo. A situação do país foi considerada “alarmante e gravíssima” pela comissão. Caracas não fez comentários sobre o relatório. Como não foi permitida a visita da comissão ao país, o documento foi escrito com base em relatos de ONGs que atuam na Venezuela. Segundo uma pesquisa feita por universidades locais, 80% dos venezuelanos dizem ter emagrecido, em média, 8,7 kg durante 2016. Além da desnutrição, há descrição de casos de violência sexual cometida contra opositores da ditadura de Nicolás Maduro. Em 2017, segundo o texto, houve 5.341 prisões arbitrárias. A comissão da OEA apela por solidariedade, em especial de países que estão recebendo muitos imigrantes, como o Brasil. Na segunda-feira (12), o presidente Michel Temer foi a Boa Vista, onde houve violência contra estrangeiros. Temer afirmou que não fará restrições à entrada de venezuelanos, mas defendeu que eles sejam distribuídos para outros Estados para desafogar Roraima. Prometeu verbas e ajuda das Forças Armadas. 

Movimentos de renovação querem 500 candidaturas

Os movimentos de renovação política criados nos últimos meses querem lançar ao menos 500 candidatos na eleição deste ano, a maioria para o Legislativo e por diversos partidos. A estimativa ê feita a partir de números dos grupos. O maior contingente vem da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, que planeja lançar 200 nomes e eleger a metade. Em 2014, ano com pleito para os mesmos cargos que agora, houve 25 mil candidaturas. 

Impasse trava leilão no pré-sal de até R$ 90 bi

O governo quer resolver impasse com a Petrobras para viabilizar em dois meses um megaleilão de campos do pré-sal. Os valores do negócio variam entre R$ 76 bilhões e R$ 90 bilhões. O problema gira em tomo do direito de exploração da estatal, amparado em um contrato antigo considerado confuso. 

AGÊNCIA BRASIL

Os refugiados venezuelanos

A redistribuição dos venezuelanos que chegam no Brasil pela fronteira com Roraima para outros estados brasileiros vai focar na oferta de trabalho para que profissionais do país vizinho atendam aos próprios imigrantes. De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a ideia é promover uma certificação do governo brasileiro para que os profissionais de saúde atendam “apenas aos venezuelanos”. 
Com o objetivo de fornecer apoio aos municípios roraimenses que têm recebido grande quantidade de imigrantes devido à crise política e econômica da Venezuela, o governo federal anunciou também que vai duplicar o efetivo dos pelotões de fronteira e os postos de controle.
Os imigrantes viajam na tentativa de escapar da grave crise que assola o país vizinho, que sofre com desabastecimento generalizado de produtos e uma inflação que chega a 700% ao ano. Segundo cálculos da Prefeitura de Boa Vista, capital do estado, já existem mais de 40 mil cidadãos venezuelanos na cidade, número que representa mais do 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.
Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a medida provisória anunciada por Temer no encontro com as autoridades locais vai permitir o atendimento das necessidades da situação de “emergência social” pela qual passa o estado. Ele reconheceu que, embora o problema ocorra fisicamente em Roraima, as responsabilidades devem ser assumidas por todo o governo brasileiro.
Além da duplicação dos efetivos, será montado um “hospital de campanha” em Pacaraima, cidade fronteiriça, e novos centros de triagem serão construídos pelas Forças Armadas, que passarão a coordenar todos os trabalhos humanitários dos diversos órgãos do governo federal.