Segurança dará tom da campanha política

GLOBO

PIB cresce 1%, e país precisa de mais 3 anos para se recuperar

Após dois anos de queda, a economia brasileira cresceu 1% em 2017, puxada pelo desempenho da agropecuária. O consumo das famílias avançou 1%. Já o volume de investimento recuou 1,8%. A taxa de investimento em proporção ao PIB é a menor desde 1996. O resultado marca o fim da recessão, após os tombos de 2016 (-3,5%) e 2015 (-3,5%). As previsões apontam para crescimento mais forte a partir de 2019, mas o país já contabiliza seis anos de estagnação: o patamar anterior à crise de 2014 só será atingido em 2020. O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking de crescimento que inclui 33 países.

Segurança dá o tom da campanha política

Reunido com governadores, o presidente Michel Temer anunciou financiamento de R$ 42 bilhões para reequipar as polícias nos estados. A medida foi criticada porque os recursos não serão liberados imediatamente. Alckmin e Bolsonaro também priorizam a segurança em discursos.

ESTADÃO

País cria 77,8 mil empregos no melhor janeiro em 3 anos

Depois de três anos com as demissões superando as contratações em janeiro, o País começou 2018 com geração de vagas formais de trabalho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), obtidos pelo Estado, que serão anunciados hoje pelo Ministério do Trabalho, mostram a criação de 77,8 mil novas vagas, o melhor resultado para o mês desde 2012. Com esse desempenho, o saldo do Caged em 12 meses ficou positivo após três anos de fechamento líquido de postos com carteira de trabalho. São 83,5 mil vagas geradas entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano. Durante a recessão, entre 2015 e 2016, o País eliminou mais de 3,5 milhões de vagas formais. No ano passado, o mercado melhorou, mas não escapou do fechamento de 20,8 mil postos de trabalho. A indústria de transformação e os serviços foram os setores que lideraram as contratações de janeiro. 

PIB cresce 1% em 2017 impulsionado pelo campo

Após dois anos de retração, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% em 2017, impulsionado pelo agronegócio. O avanço, no entanto, perdeu força ao longo do ano – foi de 0,1% no quarto trimestre –, o que indica recuperação lenta. Diante disso, economistas revisaram para baixo as projeções de crescimento em 2018, de 2,9% para 2,8%. Investimentos também esboçaram reação após 14 trimestres. 

'Militares não buscam protagonismo'

Primeiro integrante das Forças Armadas a chefiar o Ministério da Defesa, general Joaquim Silva e Luna diz a Tânia Monteiro que maior participação no governo é “circunstancial”, mas militares podem ajudar na gestão federal. “País precisa disso e estamos disponíveis.”

Supremo valida indenização por perda com planos

Com a validação pelo STF, serão pagas compensações por perdas da poupança com os planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2. A adesão começa em maio, e terão direito a ela os poupadores que ajuizaram ação até 2016. 

Estados podem ficar sem verba de segurança

Nos próximos cinco anos, o governo liberará R$ 42 bilhões para segurança – R$ 33,6 bilhões via BNDES. Mas o Distrito Federal e 16 Estados que não se enquadram nas regras do Tesouro terão dificuldade para receber os recursos. 

FOLHA

Petrobras decide vender Liquigás na Bolsa após veto

Após veto do Conselho Administrativo de Defesa Econômica à compra da Liquigás pela Ultragaz, a Petrobras decidiu vender a distribuidora na Bolsa. O negócio está previsto no plano desenhado pela petroleira para equacionar seu endividamento. O objetivo é levantar US$ 21 bilhões até o fim deste ano. 

Rivais veem Lula isolado e aceno ao partido de Temer

Políticos adversários interpretaram as declarações do ex-presidente Lula (PT) à Folha como sinal de isolamento do seu partido e aceno ao MDB, o partido do presidente Michel Temer. Na esquerda e na centro-esquerda, as declarações só foram elogiadas por petistas.

Trump vai impor taxa de importação de 25% sobre o aço

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai impor tarifas de importação de 25% sobre o aço na próxima semana. Para o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, a ação inviabiliza exportações brasileiras para o país —o maior comprador do aço nacional.

AGÊNCIA BRASIL

Lei da Ficha Limpa pega antes de 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve hoje (4) decisão da própria Corte que validou, em outubro do ano passado, a aplicação retroativa da Lei da Ficha Limpa, norma que entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados por órgãos colegiados. Na ocasião, por 6 votos a 5, a Corte foi favorável à inelegibilidade por oito anos de condenados antes da publicação da lei. O entendimento que prevaleceu é no sentido de que é no momento do registro da candidatura na Justiça Eleitoral que se verificam os critérios da elegibilidade do candidato. Dessa forma, quem foi condenado por abuso político e econômico, mesmo que anterior à lei, antes de 2010, está inelegível por oito anos e não poderá participar das eleições de 2018.