Ex-militares treinam bandidos com táticas do Exército

O GLOBO

Exército levará ação social às favelas, diz general

Em sua primeira entrevista, o novo secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, trocou a farda por terno e gravata, defendeu o fim dos confrontos e anunciou que os militares farão ações sociais nas comunidades. "Se os índices de criminalidade de uma área estão controlados, é o momento de atrair a atuação do Estado” Nunes citou a Vila Kennedy como exemplo de futuras ações. Ontem, a comunidade foi alvo de mais uma operação do Exército para retirada de barricadas, a primeira sem policiais. O secretário descartou novas ocupações militares e cobrou mobilização contra a receptação de carga roubada. 

Setor de serviços não é mais o vilão da inflação

Diante da crise, prestadores de serviços seguraram preços, e economistas avaliam que a inflação do setor deve fechar o ano em 3%, no menor patamar em quase 20 anos. Em outro fenômeno da recessão, mais domésticas procuram trabalho e se tornam alternativa de serviço mais em conta que o oferecido pelas creches.

ESTADÃO

Ex-militares treinam bandidos com táticas do Exército no Rio

Ex-paraquedistas e ex-fuzileiros navais estão treinando homens do crime organizado no Rio conforme as táticas usadas pelas Forças Armadas, revela Roberto Godoy. Por até R$ 5 mil a hora, eles preparam bandidos para usar com eficiência fuzis, pistolas e granadas. Também ensinam noções de confronto em terrenos irregulares – como as favelas cariocas – e a estabelecer rotas de fuga. Eles formam grupos pequenos e usam campos de treino móveis, para dificultar a localização. A "assessoria" já foi detectada em seis comunidades. O treinamento ficou evidente depois de um cerco feito na Rocinha, há cinco meses, quando traficantes armados "seguiam claros padrões profissionais, até no gestual de comando", disse um oficial do Exército. Os serviços de inteligência das Forças Armadas têm como prioridade encontrar os pontos de exercício, e uma possibilidade em consideração é usar drones para reforçar as buscas. 

Fim de contribuição afeta sindicato patronal

Estabelecido com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro, o fim da contribuição sindical obrigatória prejudica também as contas dos sindicatos de empregadores. Enquanto tentam convencer as empresas da importância do pagamento ou conseguir a cobrança compulsória na Justiça, entidades cortam funcionários e despesas para se adaptar à nova realidade orçamentária. A queda na arrecadação chega a até 70%. 

Meirelles pode ser vice na chapa de Alckmin

A jogada mais pragmática da corrida eleitoral está em gestação: uma chapa encabeçada por Geraldo Alckmin, do PSDB, com Henrique Meirelles como vice, pelo MDB, informa Eliane Cantanhêde. As conversas avançam e, na sexta-feira, o encontro de Fernando Henrique Cardoso com o presidente Michel Temer pode ter reforçado a costura. O eventual acerto reativaria a aliança entre os dois partidos, interrompida nos governos do PT. 

FOLHA

STF livra condenado na segunda instância em 23% dos casos

Ministros do Supremo Tribunal Federal contrariaram orientação da maioria de seus integrantes em 23% dos casos de condenados em segunda instância que recorreram à corte para se livrar da prisão nos últimos dois anos. Análise da Folha em 390 pedidos de habeas corpus examinados pelo STF no período mostra que magistrados suspenderam ordens de prisão ou mandaram soltar condenados em 91 deles. As decisões foram individuais, tomadas antes do julgamento nas duas turmas em que os ministros se reúnem. Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski foram responsáveis por 72 das 91. Há divisão entre os magistrados, e a presidente do STF, Cármen Lúcia, tem sofrido pressão de colegas para recolocar o tema em pauta. Em 2016, por 6 votos a 5, a corte fixou o entendimento de que tribunais de segunda instância podem executar a pena mesmo quando o condenado ainda puder recorrer. Um novo julgamento poderia mudar a orientação do STF sobre o tema e influir no destino do ex-presidente Lula (PT), condenado em janeiro — ele pode ter a prisão decretada em breve.

País descumpre plano criado em 2012 para evitar desastre natural

Cinco anos e meio depois do lançamento de plano nacional de resposta a desastres naturais, políticas públicas na área estão ameaçadas por cortes em orçamentos e redução de equipes. Promessas, como investir R$ 15,6 bilhões em prevenção, não foram cumpridas. Em 2011, no Rio, mais de 900 pessoas morreram no pior desastre natural da história do Brasil. 

Empresas abrem vagas apenas para maiores de 50

Na esteira do envelhecimento da população, empresas mudaram a mentalidade em relação à contratação de pessoas com mais de 50 anos. Contribui para isso a visão de que mais velhos têm habilidades que os diferenciam, como melhor trato com clientes e menores taxas de absenteísmo (faltas ao trabalho). 

Na cadeia com Maluf 

Eu visitei Paulo Maluf na prisão, narra Mônica Bergamo. 0 ex-prefeito parece ainda mais velho e divide cela de cerca de 10 m2 com três detentos. Diz que não sabe bem por quais crimes os colegas foram condenados. “A regra aqui é ‘Don’t ask, don’t tell’ [não pergunte, não conte].”