Visitantes e presos sem contato direto

GLOBO

Ex-Bope e delegado assumem as polícias

Escolhidos pela nova cúpula da segurança pública, o delegado Rivaldo Barbosa deixa a Divisão de Homicídios para ficar à frente da Polícia Civil, enquanto o coronel Luís Cláudio Laviano, ex-Bope, assume o comando da PM. Eles têm como prioridade o combate à corrupção. O ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que o efetivo das Forças Armadas que atua no Rio pode aumentar.

Reforço aéreo na divisa com o Rio

Para evitar que criminosos acuados pelas tropas de intervenção fujam para o Espírito Santo, o governo capixaba reforçou o patrulhamento na divisa com o Rio. A operação, que começou há 12 dias, conta com bloqueios policiais nas rodovias e tem o apoio de helicópteros e drones. Na sexta passada, um traficante ligado a um bando da Região dos Lagos foi preso num município capixaba. 

Crise da BRF aprofunda a guerra entre sócios

A Operação Trapaça aumentou as divergências entre acionistas da BRF e também as perdas. Em dois dias, a fatia dos fundos Previ e Petros encolheu R$ 1,2 bilhão. Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários abriu processo sobre o caso.

ESTADÃO

Regra do Orçamento exigirá mais R$ 100 bi do governo

Mesmo com a devolução prevista de R$ 130 bilhões do BNDES, o governo precisa de mais R$ 80 bilhões a R$ 100 bilhões em 2018 para cumprir a chamada “regra de ouro”. A norma constitucional impede que o País se endivide para pagar despesas correntes, como salários. Neste ano, o rombo é de R$ 208,6 bilhões, mas a área econômica precisa garantir uma margem de manobra para evitar surpresas. A equipe econômica afirma que a situação em 2018 está resolvida, embora o governo dependa do resultado de duas consultas feitas ao Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de saber o procedimento legal para o uso de receitas de anos anteriores no cumprimento da norma. Para 2019, o déficit é de pelo menos R$ 200 bilhões, e o quadro pode se manter negativo pelos próximos quatro ou cinco anos. O descumprimento da “regra de ouro” é considerado crime de responsabilidade. 

Ministério vai centralizar fiscalização de frigoríficos

Após a Operação Trapaça, que teve a BRF – dona da Sadia e da Perdigão – como alvo, o governo vai centralizar a fiscalização de frigoríficos. O ministro Blairo Maggi (Agricultura) assinou regulamento que redistribui o comando das operações para dez unidades de inspeção. Ontem, as ações da BRF caíram mais R$ 500 milhões, e o valor de mercado encolheu para R$ 19,6 bilhões.

FOLHA

Caixa cria ações antifraude para recursos do FGTS

A Caixa planeja lançar concorrência pública para escolher empresas que receberão recursos do FGTS. O banco quer evitar novos pagamentos de propina para liberação de empréstimos, como investigado na Lava Jato. 

AGÊNCIA BRASIL

Visitantes e presos sem contato direto

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, defendeu nesta terça (6) o fim do contato direto entre presos e visitantes nas penitenciárias. Jugmann propôs a construção de parlatórios, em que qualquer contato com o preso seja registrado.

"Vocês já viram em filmes: tem um vidro, tem um telefone, e tudo aquilo que é conversado é registrado. Se houver necessidade, requisitam-se ao juiz aquelas informações”, disse Jungmann, após participar da abertura da 13ª Feira Internacional de Segurança, na zona norte de São Paulo.

Para o ministro, a medida é necessária para evitar que os chefes do crime organizado continuem a agir de dentro das cadeias, em uma situação que Jungmann chamou ironicamente de “home office” (escritório em casa). “É uma maneira de acabar com esse fluxo de informação para dentro e para fora. Mas isso, evidentemente, dependerá de um acordo [com os governo estaduais] a ser feito e da normatização, para que a gente possa definitivamente romper os laços entre o comando do crime, que está dentro do sistema prisional, e aqueles que estão na rua aterrorizando o povo”, acrescentou.

Progressão mais dura

Jungmann também quer dificultar a progressão de regime para os condenados por crimes hediondos.

“Quem cometeu um crime hediondo não deve ter praticamente nenhum direito à progressão de pena. O nosso problema não está em penas mais longas, está em rever alguns regimes de progressão. Não é possível que o sujeito cometa um crime hediondo, um sequestro seguido de morte e, em poucos anos, pela progressão que aí está, ele esteja na rua. Isso é inaceitável”, afirmou o ministro, ao citar medidas que considera necessárias para combater os problemas de segurança pública no país.

Jungmann disse que ainda está trabalhando para estruturar a pasta da Segurança Pública, criada por medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer no dia 26 de fevereiro. Ele citou, entre as ações que pretende tomar, a criação da Secretaria de Produtos de Segurança, como existe no Ministério da Defesa. “É fundamental que nós tenhamos uma relação com o setor privado, que hoje o cluster em defesa e segurança, a base industrial em defesa e segurança é responsável por 3,6% do nosso PIB [Produto Interno Bruto]. E responsável pelo faturamento de algo como R$ 206 bilhões”, disse, ao destacar a importância da área dentro do ministério.

Sobre a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, o ministro disse que pretende se informar sobre a situação ao visitar o estado na próxima sexta-feira (9).