Balneário tem moradores de rua fixos e casuais

O Resgate Social de Balneário Camboriú atendeu 732 pessoas em situação de rua nos três primeiros meses de 2018. No mesmo período, houve 1.093 acolhimentos na Casa de Passagem do Migrante (o número de albergamento é superior ao de atendimento porque muitos foram abrigados mais de uma vez).

No total, os agentes sociais realizaram 1.277 abordagens nas ruas de Balneário Camboriú, orientando e oferecendo auxílio. Com passagens rodoviárias fornecidas pelo Município, retornaram para suas cidades de origem 330 pessoas.

Dos atendidos no período, 89% eram homens. Relataram ter dependência química 48%. Informaram ter vindo para Balneário Camboriú em busca de emprego 40%. Os agentes identificaram 28% como trecheiros (que andam de cidade em cidade sem destino definido). Desses, 25% tinham familiares em Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema ou Itajaí.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, aumentou 5% o número de atendimentos, 20% o de abrigamentos e 22% o de passagens rodoviárias cedidas.

“Com todas essas ações, conseguimos manter estável o número de pessoas em situação de rua em um momento em que todas as cidades de médio e grande porte estão apresentando um aumento elevado desse contingente. Hoje temos cerca de 150 pessoas vivendo nas ruas de nossa cidade, sendo que apenas 35 são moradores de ruas fixos, e os demais estão nas ruas há menos de seis meses, ou então são pessoas que estão apenas passando e ficam poucos dias na cidade”, diz o diretor da Casa de Passagem do Migrante, Eder Clemente.