A penúria financeira vai longe...

Sinduscon informando:

Desde que os trabalhos de reparos em 15 escolas municipais de Balneário Camboriú tiveram início, em fevereiro deste ano, as mudanças já podem ser percebidas em qualidade de ambiente escolar, segurança e satisfação dos estudantes. O serviço é uma parceria entre a Prefeitura local e o Sinduscon de Balneário Camboriú e Camboriú, e visa corrigir problemas que pedem certa urgência nas unidades escolares. Pisos quebrados, portas de banheiro com tranca danificada, goteiras no interior da escola, entre outros problemas, vêm sendo sanados. A prefeitura pediu ajuda ao sindicato, que prontamente atendeu e entrou com recursos para a mão de obra, enquanto o Poder Público garantiu o material.

Ao todo, os custos com mão de obra para realização do serviço estão orçados em R$ 140 mil e será executado por uma empresa especializada. Até o momento, o sindicato conseguiu levantar junto aos seus associados apenas 30% dos recursos e segue trabalhando para reunir a totalidade do montante necessário. “Esta verba não está saindo dos cofres da entidade, e sim da participação de cada associado, do patrocínio das construtoras. Estamos ainda angariando fundos, e precisamos muito da participação de todos!”, enfatiza Nitz.

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Foram eliminados alguns tópicos da notícia. Ficou o principal. No segundo parágrafo, a informação fundamental: o poderoso Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Balneário Camboriú) não consegue reunir R$ 140 mil em recursos dos seus associados para recuperar as escolas municipais, através de uma combinação com a prefeitura. Conseguiu 30% (ou R$ 46 mil) e está lutando para juntar o resto. Aliás, o próprio sindicato está economizando o que dá e o que não dá para se manter porque, segundo revela o seu presidente, a suspensão do Imposto Sindical rebentou com a instituição.

Entende-se o Imposto Sindical rebentar com instituições fajutas, sindicatos feitos só para arrecadação de dinheiro e fomento da preguiça de suas diretorias, mas o da Construção Civil tem uma tradição, tem uma história na cidade e é agregado pela mais poderosa construção civil DO BRASIL, conforme ela mesma se vangloria perante a mídia institucional e política, no sentido de projetar nacional e internacionalmente os seus negócios - a Dubai Brasileira, por suposto. Não, pera...

Já é inédito a prefeitura recorrer a terceiros para financiar mão de obra para poder cumprir aquilo que é de sua obrigação simples (a manutenção rotineira de escolas), mas aí entramos num funil incompreensível.