Demissões nas ADRs e municípios

Neste começo de semana, o governo determinou a demissão de 14 comissionados na ADR de Criciúma e 9 na de Araranguá. Trata-se de demissões de cargos existentes, que ficarão desocupados. Presume-se, assim, serem cargos criados com a finalidade única de preencher cotas partidárias, confirmando o tradicional "cabidão", citado em 2002 por Raimundo Colombo, então virtual candidato ao Senado, criticando a criação das SDRs por Luiz Henrique. SDRs que, depois, seriam plenamente mantidas pelo próprio Colombo quando no governo.

Contradições à parte, que política é assim mesmo e se engana quem quer, agora Eduardo Moreira resolveu enfrentar. No começo de seu atual governo, ainda interino, desmontou 15 ADRs. E agora demite comissionados das restantes. Não demora muito e extingue outras.

Em Camboriú, o prefeito Élcio Kuhnen (MDB), anuncia demissão de comissionados, com o sentido de equilibrar as contas e sair da incômoda situação do limite prudencial de gastos com a folha de pagamentos.

Mas só isso não resolve. Como Moreira em SC, Élcio e os outros prefeitos não escaparão de redução de serviços e aquisições, eliminando outros gastos, sob pena de falir a administração pública e sofrer revéses de natureza legal, como o bloqueio de contas e a impossibilidade de buscar financiamentos, obter verbas e empréstimos oficiais.

Fabrício Oliveira, queira ou não, terá que seguir pelo mesmo caminho. Ou não resolverá o impasse presente de comprometimento do orçamento no limite máximo permitido em lei para a folha.