Camboriú: o caso do Citran

Citran de Camboriú parou atendimentos porque a única funcionária era cedida pela prefeitura e foi demitida. Agora jogam a culpa sobre a falta do serviço sobre o prefeito. De fato, a responsabilidade primeira é do Estado de manter o serviço funcionando. Depois, é bom saber quantos funcionários municipais, inclusive estagiários pagos pelo município, são cedidos a repartições estaduais - e sabemos que são muitos em todas as cidades.
Convenhamos, em nome da razão, que se o município não ceder, as coisas podem não funcionar adequadamente ou nem funcionar mesmo (este caso prova) - mas também convenhamos que as obrigações de cada um devem ficar bem definidas e serem cumpridas.
Afinal, as funções do Detran, Ciretrans e Citrans podem ser terceirizadas, tirando de lá muita gente que deveria estar prestando serviços em seus locais de origem e este problema teria fim.

DETRAN-SC já deveria ter virado uma autarquia aos moldes do vizinho Estado do PR e RS entre outros Estados. Com as taxas sendo pagas na rede bancária e o documento sendo enviado à residência via correios. O grande problema é que se essa medida for tomada, o Estado além de economizar uma pequena fortuna, fará com que centenas de policiais voltem a sua função fim. E mais, sobrariam estagiários para lotar as delegacias, permitindo que os policiais que lá se encontram em função burocrática fossem para as ruas auxiliando nas investigações e agilizando o trâmite de IP - Inquérito Policial nos cartórios, que é a função correta da polícia judiciária. Num cálculo primário, uma medida dessas coloca de imediato mais de 300 policiais civis nas ruas. E isso dará tão certo, tão certo, tão certo e será tão bom para o contribuinte, que por isso mesmo não será feito.