Segurança: reunião para deliberar sobre o óbvio

Na Câmara, nesta quarta, 9, reunião organizada pelo vereador Marcelo Achutti-PP, par falar sobre as atribuições da Guarda Municipal de Balneário Camboriú e o recurso do governo do estado (R$ 8 milhões) que seria repassado para a construção da nova delegacia da Polícia Civil na cidade.

Presença significativa no encontro: Secretário de Segurança Municipal Antônio Castanheira; Polícia Militar com Tenente Rodrigo Schimidt e Polícia Cívil com Delegado Regional Dr. David Queiroz, além do representante da OAB, Dr. Schanes Oliveira, bem como as entidades e associações de classe, especialmente o Conseg, com Dr. Valdir de Andrade, além de munícipes. Auditório interessante e interessado.

Em relação ao dinheiro para a construção da nova delegacia, o Delegado David Queiroz afirmou que como este valor foi destinado a outras necessidades, ele continua em busca de novos recursos.

Houve questionamentos sobre a determinação do Ministério Público em relação às atribuições da Guarda Municipal, colocando-se vários aspectos e todos chegaram a uma mesma conclusão: o mais importante para a cidade não é a “cor do uniforme” mas que as instituições responsáveis pela segurança pública caminhem juntas, comprometidas com o objetivo de atender à população. 

“Balneário Camboriú continua sendo a escolha do turismo pela segurança que oferece. E para isso, todos devemos unir nossas vozes, transformando nossa cidade em referência nesta área.” disse o vereador Marcelo Achutti. 

 É por um lado bom e por outro preocupante que se continue a reunir os grupos de gestão da cidade na área de segurança para decidir o óbvio, justamente a harmonia dentre essas forças - Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil e se tente juntar os esforços de poder estadual e poder municipal, além de judiciário e Ministério Público para que as coisas funcionem como devem funcionar.

Perdeu-se a conta de quantas vezes, nos últimos 15 meses, se conviveu com conflitos até graves no relacionamento dessas forças, a ponto de quase confrontos físicos e legais, humilhações desnecessárias - depois amenizados com tentativas de pacificação. E rompidas, por vezes, ante posturas e declarações infelizes, com demonstrações de egos inflados a prejudicar o bom andamento das coisas.

Melhor seria não precisar reunir, ver as coisas andando como devem andar, dentro dos regulamentos, cada um na sua, sem conflitar atribuições e ações. Cabe todo mundo neste objetivo, é só saber agir com vontade e um querer verdadeiro, sem quaisquer pruridos de retaliação por isso ou por aquilo. Porque, ao fim e ao cabo, é o povo pagador de impostos quem sofre.