Eleger candidatos regionais é necessário

Muitos anos passados, lá se vão mais de 30 anos, quando operando profissionalmente em televisão e rádio no sul do Estado, meu mano Aryovaldo e eu criamos um movimento chamado "Pacto do Sul", com a finalidade da integração e da preferência do sul pelo sul. Desde a união por reivindicações até o voto em candidaturas regionais. O sul já chegou a um patamar histórico de 11 deputados estaduais. Hoje tem seis, originalmente eleitos em 2014 (José Nei Ascari, José Milton Scheffer, Ada de Luca, Valmir Comin, Ricardo Guidi e Claiton Salvaro). Elegeu dois federais (Ronaldo Benedet e Geovânia de Sá). Demonstra que ainda vota mais ou menos fechado em nomes de sua intimidade. A título de comparação, a Amfri elegeu apenas um estadual (Leonel Pavan) e nenhum federal. Verdade que as dimensões são diferenciadas, mas considere-se os colégios eleitorais de Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú e se verá, só aí, uma fuga de votos preocupante. E, assim, veremos que há uma discrepância nítida de representatividade.

Nesta eleição, precisamos de um "pacto pela Amfri", reforçando o voto nos nomes daqui. Ainda que voltemos à inflação de nomes, o que é prejudicial, podemos concentrar esforços nos votos nos nossos representantes. Meu irmão dizia: "O melhor de fora é pior que o pior daqui". Porque daquele, o de fora, não podemos cobrar, pela distância geográfica. E do nosso a cobrança é diária e pessoal, pois ele será encontrado em endereço próximo. Os de fora são os bissextos: só aparecem de quatro em quatro anos, são os "candidatos Copa do Mundo".

Está bem na hora de, esquecendo os humores ruins entre adversários, trabalhemos pela eleição de nomes nossos. 

Mas devemos começar por outra atitude de cidadania: o eleitor que aqui mora, aqui vive, aqui trabalha, aqui sustenta sua família, deve transferir seu título para cá e emplacar seu veículo aqui. Seja para gerar riquezas de tributos, seja para legitimar uma cidadania plena. E, claro, na eleição, votar, preferencialmente, nos nomes desta região. 

Como os nossos candidatos farão, pela aritmética dos votos, os de outras regiões também buscarão apoios em outras áreas eleitorais. Mas em suas próprias regiões eles sempre se garantem.