As obras estruturais fazem falta nas administrações

Postamos no Grupo da Página Aderbal Machado, no Facebook, o seguinte desafio:

Escolha um prefeito de uma cidade qualquer (não vale Jaime Lerner, em Curitiba), cuja administração tenha deixado uma marca indelével, fora do comum, ao longo do tempo e não apenas no momento da gestão.
Cito três e todos de Criciúma: Algemiro Manique Barreto, por ter desbravado o núcleo central, retirando os trilhos e aberto a Avenida Centenário de pé a ponta, dando uma nova direção ao desenvolvimento da cidade; depois dele veio Altair Guidi, que traçou um rumo moderno na cidade, com a construção do Centro Administrativo e um considerável investimento em cultura, abrindo galerias pluviais e criando os calçadões; finalmente, Eduardo Pinho Moreira, que implantou o atual sistema de transporte urbano integrado, modelo ainda único em SC, decorridos 22 anos de sua criação. Foram os três singularmente transformadores em suas respectivas épocas.
Citem outros exemplos, contando os santos e o milagres.


Poderia citar, aduzindo, (dentre os com quem convivi na época das obras) Antônio Eduardo Ghizzo, em Araranguá, que urbanizou o centro da cidade e abriu o trecho da Avenida Getúlio Vargas até o trevo de acesso ao Bairro Cidade Alta e Praia do Arroio do Silva, numa obra ousada para a ocasião - cujos reflexos foram importantes para a mobilidade e o desenvolvimento da região central.


Até aqui ninguém encontrou outro paradigma interessante de prefeito realizador, na acepção do termo. Daqueles prefeitos que deixaram uma marca indelével como grande realização fundamental para suas cidades, estruturalmente falando.

É bom dizer algo curioso: dentre os prefeitos citados, nenhum deles colocou as realizações materializadas em seus planos de governo. Apenas fizeram. 

Hoje em dia, percebe-se uma dificuldade imensa de os prefeitos cumpriram até o mínimo de suas obrigações, ainda que com recursos disponíveis, como o dinheiro carimbado da saúde e da educação. E não fazem por mero e simples descuido de gestão, por não saberem lidar com a distribuição justa desse dinheiro. Ou a sua aplicação racional e justa. E, finalmente, por cuidarem mais de politizar tudo ao invés de apenas fazer sem olhar críticas ou adulações.

Como, por sua vez, a população se divide apenas em apoios ou desacordos burocráticos e virtuais, a coisa desanda à vontade.