Carlos Haacke sai da Emasa

Quem deve estar exultando é o vereador Marcelo Achutti (PP), em permanente rota de colisão com o agora ex-diretor. 

Realmente, no entanto, sabe-se da existência de ruídos entre prefeito e a administração da Emasa, depois de alguns senões e entrechoques. É muita encrenca acumulada. Não há companheirismo que aguente. Pior: encrencas por descuidos, por desídias e ingenuidades. Numa empresa das dimensões da Emasa, isso é fatal, pois a exposição é enorme.

Fatos:

Os compromissos assumidos desde o começo pelo governo, cuja responsabilidade eram da Emasa, estão patinando desde o começo, a começar da rede de expansão das Praias Agrestes e as mancadas em relação a prazos de licitações. Atribuíram erro à ex-diretora técnica Roberta Orlandi, demitida. Ela pode ter errado, mas não foi causa única do que veio depois. Aliás: se houve alguém responsável neste caso foi o conjunto inteiro da direção da empresa, pois os prazos demarcados atrasaram cinco meses sem qualquer tipo de ação remediadora, sem nenhuma observação interna de um diretor ou gerente da área. E então acharam a saída: demitir a diretora. 

A Emasa, hoje, poderia estar protagonizando e fazendo uma bela política institucional para o governo, se aplicasse parte do seu extraordinario superávit na formação de reservações domésticas, financiando ou doando mesmo, caixas d'água e respectivas instalações para garantir acumulação e segurança de milhões de litros de água tratada, sem precisar de novos projetos de construção de reservatórios padrão - desses enormes, em regiões elevadas, com custos estupendos de terreno, obra física, equipamentos, tubulações, bombas de pressão, energia elétrica e coisas por aí. Seria tão simples. Mas por ser tão simples, não interessa.