O baile eleitoral com as músicas que ninguém gosta

Os dois nomes mais fortes ao governo, Mariani e Merísio, compuseram o governo de Colombo. Ambos ajudaram na atuação e nos resultados. Hoje, ambos criticam o mesmo governo de que participaram e acentuam erros crassos havidos no seu curso - em quase todas as áreas. Fatos só vislumbrados depois que seus apaniguados e companheiros saíram dos cargos, depois que não puderam ou não precisaram mais usufruir das benesses do poder, como todos fizeram.

O próprio vice-governador de Colombo, após empossado titular, passou da defesa ao ataque com a mesma desenvoltura. 
O silêncio cúmplice deu lugar à adversidade cínica na mesma proporção, apontando mazelas imensas, como um endividamento fabuloso de mais de R$ 3 bilhões.

O milagre catarinense, tantas vezes decantado em prosas e versos, se deve à coragem e força da iniciativa privada. A depender dos governos, estaríamos na ponta de baixo de qualquer avaliação. Embora o governo sempre tenha usado os fatores de progresso do Estado como obra sua ou nascida de suas iniciativas administrativas. Entretanto, neste aspecto, basta olhar com olhos leigos para a segurança, a educação, a saúde, a mobilidade urbana e o saneamento - obrigações principais de governo, e veremos que as enganações permearam suas ações ao longo de todo o tempo.

E, lamentavelmente, vão continuar, pois as oposições e seus candidatos são muito frágeis para conquistar a maioria dos votos e gerar uma nova alternativa de comando do Estado.

E pelo que aconteceu, nas manobras de bastidores que resultaram nessa salada de chapas majoritárias e proporcionais que se formaram, os partidos jogaram na cara do eleitor o seu desinteresse com os resultados, a não ser os que cercam seus umbigos. 

Aí perguntam porque, segundo indicam as pesquisas, o eleitor se mostra tão apático com eleição - bastando olhar o número de brancos, nulos, abstenções e de pessoas que ainda não decidiram por nenhum nome mostrados nesses levantamentos, coisa que supera os 50%. Para os nomes mais conhecidos isto é um desastre. Vão ter que se virar para conquistar esses eleitores. De qualquer maneira, até aí levam vantagem - pois se o eleitor não manifestar sua vontade explicitamente (votando em alguém), prevalecerão aqueles dos eleitores de cabresto. E então, novamente, teremos governos majoritários escolhidos por uma minoria cada vez menor.

E segue o baile. E com as músicas que ninguém gosta.