Sacanearam o Paulo Bauer. E foi o PSDB mesmo.

Uma das dúvidas sobre a decisão do PSDB, que namorou com o Progressistas e o PSD, de Esperidião Amin e Gelson Merisio, com quem teriam chegado a um possível acordo, mas, no último domingo, fecharam com o MDB, de Mauro Mariani, começou a ser esclarecida em um vídeo de pouco mais de três minutos e meio, reproduzido nas redes sociais pelo senador Paulo Bauer, até então candidato ao governo. Bauer explicou que, em nenhum momento, os que se colocavam como aliados aceitaram o PSDB na cabeça de chapa, tampouco quando ele admitiu deixar a condição de postulante e abrir espaço para o ex-prefeito (de Blumenau) Napoleão Bernardes. Na sintonia fina da leitura política, mais do que encontrar um bom pretexto para sua desistência na disputa à sucessão de Eduardo Pinho Moreira, o senador tucano escancarou que os relatos vindos de progressistas e pessedistas, de que se alinhariam ao projeto tucanos, também em torno do palanque de Geraldo Alckmin à Presidência, não eram totalmente verdadeiros. Os tucanos decidiram rumar com o MDB, indicaram Napoleão vice de Mariani e Bauer será candidato à reeleição ao Senado, certamente para fugir do inevitável isolamento. E com a garantia de que os emedebistas votarão em Alckmin sem constrangimento algum, o que já fizeram, em 2006, com vitória no Estado, embora agora tenham candidato ao Planalto, o ex-ministro da Fazenda e presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

(Publicação do Making Off)