Brasil: mudanças do alicerce à cumeeira

Terminou e Lula está com sua candidatura morta e sepultada.

Petistas insistem, contudo, em mantê-lo na disputa. Anunciam recurso a instâncias superiores ou os tais embargos dos embargos dos embargos. 

O Brasil tem um sistema judicial falido. Se a decisão de um tribunal superior específico como o TSE é passível de recurso fora dele, fechem-no. Se um tribunal superior como o TRT é passível de recurso fora dele, fechem-no. Estamos gastando fortunas demais com essas inutilidades, a prevalecer o sistema como está. Por que, a prevalecer o sistema como está são, sim, inutilidades caras.

Além disso tudo, ainda temos a esdrúxula tentativa de usar uma manifestação espúria de dois membros (dois, sim) do Comitê de Direitos Humanos da ONU, órgão meramente administrativo e sem funcionalidade jurídica, sem alcance maior a não ser a mera recomendação. Assim mesmo atravessada, pois ela só é expressa quando interessa ideologicamente aos seus membros, razão pela qual evitam intervir em países como Nicarágua e Venezuela. O CDH da ONU é integrado por dezoito pessoas de vários países, sem capacidade de decidir nada sobre a política internacional. Não tem poder jurisdicional. Por exemplo, como já dito: só dois deles expressaram-se sobre o caso Lula. E até agora ninguém lhes sabe os nomes.

O exotismo do Brasil passa por aí. Esta eleição é outra prova, um pouco mais ampla. Outros condenados ou incursos em capitulações legais estão concorrendo e, suprassumo dos suprassumos, com liderança na preferência popular, segundo pesquisas. Comprovando serem eles os menos culpados por isso - acima deles estão a Justiça, via leis inócuas ou premissivas, e o próprio eleitor.

Um dia poderemos ver isso alterado. Quem sabe queimaremos etapas de várias gerações para isso. Porquanto, para chegarmos lá, teremos que mudar tudo, do alicerce à cumeeira.