Furtos de patrimônio público mostram falhas de segurança

Primeiro furtaram fiação elétrica da parte nova da Quarta Avenida (e não foi pouco: 800 metros de fio). Agora, furtaram fiação da estação elevatória da Emasa na rua Pedro Pinto Corrêa, na Barra. Já roubaram mais de 200 cadeiras e mesas da Casa da Sogra numa só noite. Dia desses, novamente desocupados foram flagrados dentro da Casa da Sogra pixando paredes. Significa a vulnerabilidade do local. E a vulnerabilidade do patrimônio público. Imagine-se ladrões tendo todo o tempo do mundo para furtar a fiação de uma das principais avenidas da cidade e de uma estação elevatória, sem serem incomodados durante o "trabalho". Tendo todo o tempo do mundo para entrar numa dependência municipal, como a Casa da Sogra, levar quase tudo lá de dentro e ninguém ver. Simboliza a fragilidade na vigilância do patrimônio público, função primordial e precípua da Guarda Municipal e da Guarda Patrimonial. Podem ficar bravos com a crítica, não tem importância. É um fato.

E diante de tudo isso, a população sente o temor de estar desprotegida. Se nem o patrimônio público, em locais de intensa visibilidade, ladrões agem sem serem molestados ou flagrados, imagine-se o patrimônio privado, muito mais vulnerável, ao menos em tese.

Hoje há tantos recursos tecnológicos para se controlar a gestão dos próprios públicos que fica até difícil imaginar as razões pelas quais ainda não se aplicou. O espetáculo dos totens, tão venerados como instrumentos de segurança, precisa ser amplificado. Mesmo porque totens ou câmeras tradicionais de vigilância não resolvem muito se por trás delas não houver capacidade de resposta e velocidade de ação.