A figura de Piriquito em questão

Em época de eleição – quase um hábito – espocam envolvimentos pouco ortodoxos contra candidatos. Quase sempre requentando fatos passados. Assim foi com Pavan, assim é com Piriquito, a bola da vez, em face de sua candidatura à Assembleia Legislativa. Assim será com o atual prefeito, no futuro. Nem são denúncias com os fundamentos esperados, senão apenas hipóteses ou suspeitas de ilícitos, carentes de devida comprovação. Meros indícios.

Isto parece não importar – e de fato nem importa a quem interessa manchar a reputação e negativar votos, quem sabe lá – no momento de uma eleição. Ensinamento atribuído falsamente a Maquiavel diz: os fins justificam os meios. Ou seja, não importa se mentira ou verdade, se inconsistente ou sólido, desde que produza os resultados desejados.

Piriquito é a bola da vez, até porque há por trás dele todo um passado recente do exercício de oito anos de governo municipal. Situação em que pode surgir toda espécie de dúvida ou acusação.

Verdade seria  - se dita -, que Piriquito não realizou tudo o que prometeu e assegurou na sua plataforma de governo. Não é o único, no entanto. Nenhum fez ou faz tudo o que planeja ou promete, pois há uma dependência feroz de circunstâncias e limitações no curso de um mandato. Desde orçamento até impeditivos casuais e legais ao longo do caminho.

Daí a cometer injustiças por quase nada vai um caminho longo.

Piriquito foi um bom prefeito, com seus defeitos e suas virtudes e ponto final. Produziu obras magníficas e fundamentais, como a nova ETE, boa parte do sistema cicloviário, a eliminação oportuna do estacionamento de automóveis na orla, a expansão da ETA, o binário Quarta/Terceira avenidas, a ponte Altamiro Castilho, Plano de Cargos e Salários do Magistério. Há muito mais, é claro. As obras principais estão elencadas nas imagens anexas, definidas algumas como “projetadas ou licitadas”, mas na verdade, atualmente todas concluídas e ativas. Há ainda e finalmente muita pavimentação, canalizações, recuperações e projetos afinal não realizados, pois administração não é feita de compartimentos estanques – tipo começa e termina num prazo estipulado e fatal. Administração pública é continuidade, mais que continuísmo. Por isso há planejamento e projeção.

Piriquito, é certo, errou bastante e acertou outro tanto. Acertou mais. A comprovação foi a sua reeleição, em 2012, com uma votação surpreendente, numa aceitação inequívoca dos seus primeiros quatro anos de administração.

Impossível deixar de considerá-lo um bom gestor público, com todas as suas contas devidamente aprovadas pelo TCE.

Além disso, e por fim, é um nome vinculado fortemente à cidade e região, dedicado ao seu benefício e um trabalhador reconhecido. Nem seus inimigos mais ferozes negam isso.