Eleição em SC: decisão pela exceção, não pela regra

Chegamos a um momento crucial da campanha eleitoral. Reta final demarca os limites das possibilidades e das impossibilidades. Nestes poucos dias qualquer deslize pode alterar o quadro, nos sentidos positivos e negativos. E diminuem também as indefinições. O nervosismo vai à estratosfera, quer pelos fatores já ditos, quer pelo cansaço que, nesta altura, deve atingir a todos - de cabos eleitorais a, principalmente, candidatos.

Se a eleição presidencial acirra os ânimos, a estadual beira a letargia, em se tratando da sucessão governamental. Nada mais frio. De um lado, porque os principais nomes são egressos do governo que pretendem substituir - seja por terem integrado o seu âmago, seja por terem emprestado apoio irrestrito ao longo do tempo. E, portanto, perde sentido toda a pregação de campanha, aludindo a defeitos e carências e medidas corretivas dos rumos do Estado. Porque suscita a pergunta: qual o sentido de prometerem para o futuro o que não fizeram - e nem sugeriram - no passado?

De outro lado, as candidaturas de oposição igualmente são frágeis de conteúdo. O mais expressivo nome é o do PT, mas ele também está longe de causar alguma sensação de alívio ou esperança, pois há todo um retrospecto do partido e dele mesmo: ex-prefeito sem um bom retrospecto administrativo em Blumenau e um deputado colocado nos derradeiros lugares no ranking de eficiência no Congresso.

E nada altera este quadro para melhor, até pelo contrário. Nem recursos financeiros, nem dimensão partidária ou de coligações, nem espaço de propaganda eleitoral estão a valer. As campanhas, convenhamos, estão fraquinhas, insossas, insípidas e inodoras. 

A decisão popular, pelo jeito, será pela exceção, não pela regra.