O golpe do cartão quebrado

Um grupo de estelionatários foi preso nesta terça-feira (4) em São José por aplicar o chamado "golpe do cartão quebrado" ou "golpe do motoboy". É o segundo grupo preso por aplicar o mesmo golpe pela Divisão de Defraudações da Polícia Civil na Grande Florianópolis, pela prática dos crimes de uso de documento falso, estelionato e associação criminosa. O primeiro havia sido preso na última quarta-feira (28). A investigação que levou à prisão em flagrante de oito pessoas, nesta terça, teve início há um mês.

Com as prisões na tarde desta terça, chega a dez o total de pessoas detidas por estelionato na região da Grande Florianópolis nas duas últimas semanas. A Polícia Civil ainda não consegue estimar o valor obtido pelos grupos, nem o número de vítimas que registraram boletins de ocorrência em diversas delegacias da região.

O golpe começava com um dos indivíduos do grupo se identificando por telefone como funcionário da Central de Segurança do banco. Essa pessoa questionava se a vítima reconhecia uma compra fictícia no cartão de crédito. Ao responder que não, o golpista pedia para a vítima ligar para o número telefônico da central do banco que consta no verso do cartão, mas mantinha a linha presa.

Assim, a pessoa acreditava ligar para o seu banco, mas quem atendia era um segundo golpista que confirmava dados pessoais e pedia para a vítima digitar a senha, que era captada pelos criminosos por meio de um equipamento específico. Por fim, o golpista orientava a vítima a quebrar o cartão e dizia que um motoboy iria buscá-lo. Assim, os membros do esquema tinham acesso ao cartão e à senha da vítima.

No local onde o grupo foi preso a polícia encontrou documentos, cartões bancários, dinheiro em espécie, cadernos com anotações do ‘roteiro do golpe’, celulares e equipamentos eletrônicos. Dos oito presos, quatro são homens e quatro são mulheres, a maioria reside na Grande Florianópolis.

As prisões da quarta (28) ocorreram em Florianópolis e foram de dois indivíduos vindos de São Paulo, pelo mesmo crime. Foram presos em flagrante por falsificação de documentos e estelionato. Os dois continuam presos preventivamente.

A ação da Divisão de Defraudações, que pertence à DEIC (Departamento Estadual de Investigação Criminal), teve a colaboração de agentes da 3ª DP (Capoeiras), 4ª DP (Coqueiros), 5ª DP (Trindade) da Capital, CICON (Central de Investigação do Continente) e DIC de Palhoça (Divisão de Investigações Criminais).

Como evitar o golpe:

- não fornecer a senha utilizada nos terminais de autoatendimento (geralmente de 6 dígitos). Nos contatos telefônicos, os bancos exigem outra senha específica para esse fim;

- não entregar o cartão bancário para terceiros. Os bancos não prestam esse tipo de serviço.

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