Beira da praia foi uma loucura saudável no réveillon

Nunca se viu tanta gente como nesta virada de ano, em Balneário Camboriú. A cidade, rigorosamente, entalou de tanta gente. Nada reduz a preferência pela nossa cidade: nem engarrafamentos, nem faixa de areia, nem sombra na praia, nem filas até pra pensar, nem a barulheira infernal que se forma em quase todos os momentos. A saudável convivência com tudo isso, aliada às memes e às críticas de sempre - as mesmíssimas, ano após ano -, nos leva a crer numa mudança interessante de perspectiva: o povo parece estar mais otimista e manifesta o sentimento expandindo suas alegrias e a promovendo seu lazer de temporada da forma mais exponencial possível.

Mas, para não fugir à regra, vamos ver: a areia foi pouca para tanta tenda. Uma colada à outra.E aí um problema: as pessoas ficaram sem acesso ao mar e sem espaços de circulação. Trancou tudo. As tendas foram instaladas, em grande parte, muito antes, já no nascer do sol, garantindo vaga. Todas de aluguel. Cujos preços, R$ 35,00 em dias normais, variavam de R$ 300,00 a mais de R$ 500,00, dependendo do fenômeno oferta/procura. Como dizem, paga quem quer ou quem precisa.

De qualquer modo, a confraternização, pelo cenário de caos organizado, até que funcionou. Mas é preciso atentar para os limites das tendas: não se pode deixar sem corredores mínimos e livres de acesso ao mar. Deve haver uma distância entre uma e outra tenda, previamente estipulado pelo poder público. Se não, é loucura. Funcionou porque ninguém estava a fim de loucuras naquele momento de êxtase. 

Enfim, o contexto geral teve um resultado inesperado até para os mais otimistas, aqueles que esperavam muita gente na orla e até quem esperava uma temporada de muita gente na cidade, mas nem tanto. Está um sufoco só. Furaram todas as previsões. Para cima e para o alto.