Posse de Carlos Moisés

Em uma cerimônia rápida, na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (01), Carlos Moises da Silva (PSL) tomou posse como governador do estado, onde deve permanecer até 31 de dezembro de 2022. Acompanhado da vice-governadora Daniela Reinehr (PSL), o atual governador concedeu entrevista coletiva na presidência da Casa, momentos antes de ser empossado no Plenário do Legislativo.

Recebido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Silvio Dreveck (PP), Carlos Moisés fez um pronunciamento à imprensa, no qual destacou uma gestão em sintonia com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e reforçou compromissos assumidos na campanha. “Inicialmente, temos uma programação para diminuição da máquina pública, depois vamos focar na escolha da equipe técnica, que também teve como proposta a escolha técnica das pessoas com as quais vão trabalhar. Isso já está acontecendo, uma vez que nós já estamos anunciando através da imprensa e das redes sociais as mudanças que estamos promovendo na escolha do nosso secretariado.”

Segundo o governador, essa é uma mudança perceptível em todo o país, "diferente do que acostumava acontecer quando a escolha era feita por políticos de carreira". Ele lembrou, ainda, os investimentos em infraestrutura, principalmente rodoviária, e destacou a necessidade de combate à corrupção e fomento à transparência na gestão. “Nós queremos fazer um governo com absoluta transparência, criando também uma Controladoria Geral do Estado, que vai estar sempre verificando todos os procedimentos que o estado faz naquilo que diz respeito à aplicação dos recursos públicos.”

Moisés declarou que, enquanto governador, se submetendo à transparência, o controle naturalmente é exercido e assim as coisas são feitas de maneira certa, republicana, “para que as pessoas tenham serviços de qualidade, dinheiro público investido onde deve ser investido e que a gente tenha resultados semelhantes aos resultados da iniciativa privada”.

Ensino técnico ganha destaque na nova gestão

Questionado se a escolha do secretário da Educação, Natalino Uggioni, teria relação com questões ideológicas, como houve com a escolha do Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, o governador lembrou que, durante a campanha, falava muito aos seus seguidores sobre a desconexão que havia entre as ofertas de emprego e o perfil dos candidatos. “Essa reclamação tinha estatísticas que mostravam que cerca de 40% dos jovens que saíam do ensino médio e técnico não encontravam um parque que os recebessem. Então, a partir daí, a gente começou a pensar muito sobre a educação, principalmente sobre o ensino médio/técnico. O percentual dos que ingressam em curso superior é mínimo. Penso que para o Brasil, não só para Santa Catarina temos que investir no ensino profissionalizante.”

Durante a coletiva de imprensa, o presidente da Assembleia Legislativa proferiu palavras de encorajamento aos novos governador e vice. “Desejo muito sucesso, mas, acima de tudo, muita saúde para enfrentar os desafios. Nosso desejo é que o estado continue sendo vencedor e, para isso, precisa, como o senhor falou, que cada governo que inicia faça algo novo. Sabemos que não consegue superar tudo, mas tenho certeza que as intenções e o desejo da vossa excelência, bem como da vice-governadora, é o de fazer o melhor por todos os catarinenses.”

Equipe do novo governo

- Administração: Jorge Eduardo Tasca;
- Administração Prisional e Socioeducativa: Leandro Lima;
- Agricultura e Pesca: Ricardo de Gouvêa;
- Casa Civil: Douglas Borba;
- Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo: Lucas Esmeraldino.
- Secretaria da Educação: Natalino Uggioni na Educação.
- Desenvolvimento Social: Maria Elisa da Silveira de Caro;
- Secretaria de Estado da Fazenda: Paulo Eli;
- Infraestrutra e Mobilidade: Carlos Hassler;
- Secretaria de Estado da Saúde: Helton de Souza Zeferino;
- Colegiado da Segurança Pública: Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior (PM), João Valério Borges (CBMSC), Giovani Adriano (IGP) e Paulo Koerich (PCSC).

Conforme projeto de reforma administrativa proposto pelo novo Governo, Comunicação, Articulação Nacional e Defesa Civil passarão a ser secretarias executivas. As duas primeiras vinculadas à Casa Civil, e a Defesa Civil, ao gabinete do governador. O projeto prevê ainda a criação da secretaria de Governança, Integridade e Transparência.