Ação rompe barragens proibidas no rio Camboriú

Para garantir água para consumo humano em Balneário Camboriú e Camboriú, a Emasa realizou nesta quarta-feira (02) uma ação para remover barreiras feitas por rizicultores, com apoio da Polícia Militar. Foram retiradas duas grandes barreiras e outras cinco menores, todas com pedras e lonas, sendo necessária, inclusive, a utilização de retroescavadeira. A retirada das barragens é essencial devido ao estado de atenção do Rio Camboriú para que o mesmo corra sem interrupções. O nível do rio chegou a 1,03 m.

No último sábado (30), a Justiça decidiu em liminar que os rizicultores estão proibidos de fazerem desvios ou barreiras no Rio Camboriú mediante multa diária de 10 mil reais caso não seja cumprida e de 100 mil reais se realizarem novas barreiras com o sentido de interromper o ciclo do rio. A Emasa enviará para a Justiça fotos e vídeos comprovando que os rizicultores não cumpriram a medida determinada.

“Nós fizemos essas ações também durante o final de semana e no dia 1º de janeiro, porém as barreiras foram novamente fechadas. Além dessas barreiras feitas pelos rizicultores, a população também fechou uma parte do rio para utilizar como '‘piscina’' e isso fez com que o nível do Rio baixasse significativamente”, explicou o diretor-geral da Emasa, Douglas Costa Beber.

As barreiras e os desvios foram descobertos após fiscalizações constantes realizadas pela Emasa, Guarda Municipal (com uso de drone) e órgãos municipais de Camboriú.

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Esta história se repete todos os anos, sem que, durante o resto do tempo, se faça coisa alguma para resolver de uma vez por todas. Os rizicultores alegam um direito de garantir suas lavouras, porém lei é lei: a prioridade é para o consumo humano, em qualquer circunstância. Há soluções: bacia de acumulação ou uma nova captação em outro rio, como projetado há anos - de buscar água no rio Itajaí Mirim, por exemplo. Definitivamente, é preciso fazer muito mais do que aguardar a época do verão e do plantio do arroz para ficar reclamando e se digladiando por direitos.