Visão da realidade do vice-prefeito, num desabafo

O vice-prefeito Carlos Humberto Metzner Silva registrou imagens da Praia Central e comentou na sua página virtual:

Toneladas de matéria orgânica (algas) todos os dias na Praia Central. O canal do Marambaia, que por sua poluição nos envergonha, e tem que ser recuperado urgentemente, será o único culpado? Ou será que não temos que investigar a draga do Rio Itajai, que diariamente derrama toneladas de lodo em algum lugar no mar, defronte da nossa baía ? O Rio Itajai recebe poluição de diversas cidades no seu percurso que se acumulam em sua foz. Será que esse lodo não contribui para o desenvolvimento destas algas ? Será que esse lodo onde está sendo depositado, através de correntes marítimas não está vindo em direção de nossa baía ? Se isto está ocorrendo, no futuro irão transformar BC numa praia de lodo. Fica o questionamento pras Autoridades Ambientais. Temos que ter certeza de que onde estão derramando o lodo imundo do Rio Itajai não nos prejudica.

O desabafo é só uma visão de realidade do vice-prefeito. Vê quem tem olhos para ver e a notoriedade do fenômeno é indesmentível. Carlos Humbeto narrou o fato como ele é e sugeriu dúvidas que precisam ser investigadas. Chega a bancarmos os avestruzes - uns criticando o fato, até com fundamentos e outros nem tanto (apenas com o desejo de criticar por criticar e achincalhar a cidade, embora morem aqui e daqui não pretendem sair) e ainda outros tentando defesas de efeito improvável, pois as visões são indubitáveis e repetidas. 

Há especialistas afirmando que, a continuar os fatos assim, a praia se liquidará. Virará um mar de sargaços. Por isso mesmo o desabafo do vice-prefeito, que sinceramente adora a cidade acima de tudo e é um dos seus gestores, inclusive - e um dos seus maiores investidores privados - tem uma importância medular. Mostra um enfoque de dentro para fora do governo. 

Tolos os que insistem em deixar de ver apenas para não magoar ou os que, só para magoar, enxergam uma tragédia. Essas coisas têm solução. A questão é que estão deixando ir adiante e, de repente, podemos chegar num ponto sem volta. Deixemos de imediatismos.