Tomalih quer Câmara mais aberta e franca

Conversa relaxada com o presidente da Câmara, vereador Omar Tomalih, permitiu-nos conhecer um pouco de sua filosofia de trabalho. Primeiro, seu pensamento, transformado em regra de atuação, é a figura da presidência e do Legislativo como poder: são instituições e não apenas nomes ou locais. Há, segundo ele, de se deixar isso muito claro em atos e momentos. Segundo, a gestão precisa ser institucionalizada, normatizada de modo a funcionar do mesmo modo sempre, independente de quem esteja na presidência ou nos respectivos cargos de mando da administração da Câmara. Citou o exemplo da Comunicação: ela precisa ter um manual do qual se fique sujeito a seguir os passos sem inventar nada, sem que cada ocupante da direção do setor queira introduzir seu próprio jeito. Por isso, disse, sua preferência é recorrer no máximo possível a ocupantes de cargos efetivos para tais funções, cujo comprometimento é permanente e não eventual e nem político-pessoal. E ele quer mais um pouco da rádio e TV Câmara, em termos de debate com a população. Não detalhou, mas isto é bom, em princípio. Está dentro do que defendemos: o legislativo é o representante mais legítimo da sociedade, pois engloba todas as tendências ideológicas e partidárias e, assim, deve se expor a quem o levou lá pelo voto. É democrático e simpático.

Sobre a reforma do prédio da Câmara, Tomalih parou o andamento enquanto não nomear um responsável técnico, no caso um engenheiro, coisa inexistente até agora. O responsável pelas obras era um servidor leigo do próprio legislativo. Algo um pouco surreal, pelo envolvimento notoriamente técnico da obra. Com riscos inerentes de execução e resultados. Em resumo, funcionava na Câmara como o poder público condena e exige em qualquer obra civil, até a construção de um simples muro.

Omar Tomalih é um homem tranqüilo, acessível. Na primeira vez, por agenda carregadíssima e por chegarmos de improviso em seu gabinete num horário complicado (reconhecemos e relevamos por isso), esperamos por mais de uma hora e ficamos na seca. Nesta terça, apesar de uma agenda seqüencial demarcada, o presidente acedeu espaço para esta conversa rápida. O que, mais uma vez, demonstra bom jogo de cintura.