Um torpedo na proa das críticas aos cortes no ensino superior

Caro amigo Carlos Mello, discordo integralmente.
A pesquisa no Brasil é um traque.
Concordo somente EM PARTE com a defesa dos Institutos Federais. Defendo aqueles que tem feito um bom trabalho.
Já aqueles outros que foram instalados em lugares muito pequenos e não tem praticamente alunos, ou que foram colocados juntos das cidades que já têm Universidades Federais, com duplicidade de objetivos e desperdício público, não há como concordar.
DEFENDO que estes que não vão bem, sejam UNIDOS aos que estão bem.
Não posso concordar como em alguns lugares professores com Doutorado estejam dando aula no PROEJA-EJA (alfabetização de jovens e adultos) e inventando cursos pseudo-profissionalizantes - para poder ter alunos - ou pós-graduações desnecessárias, com o único objetivo de manter professores ocupados ou aumentar os salários.
Houve sim uma politicagem na formação da rede dos Institutos Federais, sem critério técnico. O Diretor de um Instituto com 80 alunos ganha o mesmo que outro diretor com 4.000 alunos. Isto sem contar com as vagas ociosas .
NOSSO país é pobre e não pode haver desperdício.
Tem Instituto Federal em Santa Catarina com curso de mais de 300 vagas com 30 alunos somente. O que se repete no Brasil. Não há como DEFENDER ! TODOS queremos um BRASIL melhor.
O mesmo vale para muitos cursos das Universidades Federais.
A decadência das Universidades Públicas, principalmente das Federais vem forte desde o ano 2.000. Quando acabou o encanto e o idealismo, grupos alternativos tomaram o poder, departamentos, reitorias e seguiram a linha de centros acadêmicos, e sindicatos.
Desprezaram a graduação, incentivaram as greves e partiram para industrialização da pós-graduação, a fim de ter seus salários aumentados.
Hoje segue o baile com cursos quase sem alunos, altíssima evasão, baixo comprometimento e pseudo-formação dos cursos AUSENCIAIS, para reforçar os salários.
Pena - desperdício de dinheiro público.
Tem sim que rever tudo isto.
E mais. Como sobram vagas ociosas nas universidades, nada mais justo social e economicamente que este dinheiro seja destinado aos filhos dos desempregados e dos trabalhadores que não têm vagas nas creches e nem nas escolas.
O governo desta vez está certo.

(Hélvion Antonio Ribeiro, respondendo a Carlos Mello, no Facebook, sobre corte nas universidades e segundo o qual isso prejudicaria pesquisas)