Rio do Sul: um (bom) exemplo de gestão orçamentária municipal

Enquanto vemos municípios batendo cabeça e se queixando das despesas com pessoal, educação e saúde, estourando suas contas e geralmente alardeando lamentações de todos os tamanhos e justificando impossibilidades daqui e dali, Rio do Sul dá uma demonstração interessante e saudável.

E o exemplo é prático e indiscutível: o Tribunal de Contas do Estado, na sessão do dia 13 de maio, apreciou as primeiras contas municipais do exercício de 2018. Justamente de Rio do Sul. E recomendou a aprovação das contas.

O melhor vem no parecer do relator, conselheiro Dado Cherem: ele destacou dados notáveis, como a existência de um superávit orçamentário de 7,10% (diferença entre a receita arrecadada e a despesa realizada). Tem mais: o município aplicou 23% em saúde (o mínimo obrigatório é 15%) e 35% em educação (o mínimo obrigatório é 25%). Tem mais: cumpriu com louvores os limites permitidos de gasto com pessoal (máximo de 60% da receita corrente líquida), comprometendo apenas 38% neste quesito legal.

Prefeitos com dúvidas ou problemas de gestão, muitos deles com arrecadação maior que Rio do Sul e até problemas menores deveriam estudar a forma de gestão daquele município.