Alagamentos da cidade: histórico, causas, consequências e razões

Triste e trágico ver como nossas cidades estão frágeis em relação a alagamentos. A ocupação desordenada e errada do solo produziu tudo isso e agora não tem mais sistema de escoamento que resolva. Não adianta culpar os atuais: os erros até continuam, mas as principais causas estão lá no passado, quando tudo era permitido, até aterrar um rio inteiro para construir em cima e fazer uma rua (Rio Marambaia).

O que espanta mais nos alagamentos, mais do que o volume, é a rapidez com que as cidades alagam por aqui. Itajaí e Balneário Camboriú fizeram obras caríssimas de galerias pluviais que, imaginava-se e isso foi decantado, resolveriam ou reduziriam exponencialmente os efeitos das enxurradas. Não adiantou nada. O tempo mostrou.

Ivanor Fantin, engenheiro, lembra, em mensagem nas mídias sociais:

“Só para lembrar um pouco da história: em meados de 2000 a Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos trouxe a Balneário Camboriú um dos maiores especialistas em projetos de drenagem do País e ele fez todos os cálculos da necessidade de galerias de águas pluviais a época para que não houvesse alagamentos na Brasil, 3° Avenida e Marginal. Me recordo que a galeria da 3° Avenida precisaria de pelo menos 12 metros de largura, pra muitos um absurdo,  foi executada senão me engano com 3 metros, mas era ele era especialista e hoje temos essa realidade. Como ouvi na época, enterrar tubos não dá votos...e a vida seguiu...”

Bom reconhecer que a manutenção do sistema parece falhar e a população não ajuda muito evitando jogar detrito nas ruas. As tubulações assoreiam com muitos sedimentos levados pelas águas das chuvas e vimos o que acontece. Em parte é isto. O resto é pelo fenômeno das marés altas, excesso de chuvas e a condição das cidades ao nível do mar, caso de Itajaí e Balneário.

Não sou técnico, posso estar exagerando ou enganado, mas fica difícil imaginar a situação de outro jeito.

Abstraídos, claro, os erros históricos de ocupação indevida, como se afirmou lá em cima.

(FOTO: ARQUIVO HISTÓRICO)