Inova BC, uma excelência que precisa ir bem adiante e acima

Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú apresentou na noite de quinta-feira (06), o resultado do Inova BC - Programa de Competitividade e Inovação Regional, no Infinity Blue Resort & Spa.

Na ocasião foi entregue o relatório de execução do Programa Inova BC, com números, cenários e os encaminhamentos necessários para a instalação de novas empresas na cidade.

O grande objetivo do programa promovido pela prefeitura, com a parceria do Sebrae/SC, é fomentar a implantação de empresas com bases tecnológicas no município, colocando Balneário Camboriú no mundo de inovação e empreendedorismo, atraindo investimentos, empregos e novas startups.

De acordo com o prefeito Fabrício Oliveira, “o Inova BC tem como meta desenvolver novas matrizes na cidade, ligadas à área de tecnologia!. Destacou ainda que este é o “momento especial para Balneário Camboriú e toda população”.

“Balneário Camboriú está madura para se consolidar como uma cidade de inovação e com uma nova matriz econômica tecnológica. Por isso, a BC Investimentos, e toda essa parceria com as instituições, serve para dizer que estamos de braços abertos. Nós sabemos das características do município, suas limitações, mas ainda podemos unir as pessoas e fazer dessa união a propagação do desenvolvimento sustentável”, ressaltou o prefeito.

Lugar para empreender

Para o diretor presidente da BC Investimentos, Nelson Oliveira, o objetivo do Inova BC é tornar Balneário Camboriú o melhor ambiente para se empreender com empresas de base tecnológica. Ele ressaltou ainda, que acima de uma lei de inovação está a conexão de todos estes atores que alavancam a economia do município e atuam diretamente na construção deste ecossistema.

“Além da cidade ser boa para se viver, para investir e visitar, queremos que Balneário Camboriú seja também um dos melhores ambientes para negócios. Diferente dos outros modelos tradicionais, como comércio e construção civil, que elevaram nossa cidade ao patamar em que está hoje, devemos apostar também na base tecnológica e de inovação, somando forças com as universidades, entidades e empresas que se envolvem diretamente neste cenário”, enfatizou.

Este primeiro passo dado também inspirou outros municípios da região, formando o primeiro polo do Estado de Santa Catarina, com participação de Camboriú, Itajaí e Brusque.

De olho no futuro

O advogado Marcelo Fett, consultor do Sebrae/SC e consultor do Inova BC, disse, durante o lançamento do programa, que cidades que apostam em inovação estão investindo suas fichas no futuro da população, e que Balneário Camboriú está no caminho para se consolidar neste eixo inovador e fundamental para impulsionar a economia.

“O que estamos entregando hoje é um grande programa de desenvolvimento econômico pela inovação. Ele tem, no Marco Legal, um eixo importante, mas tem ainda uma série de outras propostas que serão implantadas em etapas, porque essa será uma mudança gradativa e constante”, salientou.

Para Fett, o primeiro passo foi dado pela administração, que decidiu aprimorar o eixo econômico do município e se empenharam em proporcionar um novo salto de desenvolvimento da cidade. O segundo foi buscar as melhores experiências para que as chances de sucesso dessas iniciativas ocorressem, e agora, o terceiro ponto é implantar.

Painel Inovação

Após a apresentação do Inova BC - Programa de Competitividade e Inovação Regional, houve a apresentação do painel “Inovação em Balneário Camboriú”, com os convidados Daniel Carvalho/Twitter;  Carlos Azevedo/Market Up; Marcos Curi/Google; Juliano Custódio/EQI-XP Investimentos; Joiris Manoela Dachery/Energês Avesuy; Rui Gonçalves/Rede de Investidores Anjo/Alto QI.

As informações oficiais mostram a importância do evento, no texto acima, mas ainda é preciso investir na formação da mão-de-obra especializada, já a partir das séries iniciais do ensino fundamental, preparando tecnicamente essa mão-de-obra para enfrentar a nova realidade que se planeja implantar – a sonhada nova matriz econômica que nos livrará, se e quando consumada, de uma temida letargia futura, quando os atuais potenciais se exaurirem e, reconhecidamente, o principal potencial – a construção civil – não está muito distante disso.

Mas, a propósito, interessante ler o artigo seguinte, numa análise exatamente do quadro tecnológico da formação especializada:

Inutilidade: o maior risco para escolas e universidades

O escritor israelense Yuval Harari, autor dos best-sellers Sapiens e Homo Deus, disse a seguinte frase: "uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis".

A medida que o mundo evolui, principalmente por conta das novas tecnologias, milhões de pessoas perderão seus empregos. Porém, milhões de outros postos de trabalho serão criados.

Mas onde buscar o conhecimento necessário para se manter relevante?”

Harari continua: “as pessoas não serão apenas desempregadas, elas não serão empregáveis”.

Isso significa que a necessidade contínua de capacitação será algo extremamente relevante, caso contrário não haverá espaço para aqueles que se mantiverem inertes a tudo isso.

E onde entram as escolas, nesse contexto? É simples. Qual escola prepara crianças e jovens para esse novo cenário? Que universidade está ensinando, agora, as melhores práticas de gestão utilizadas pela Amazon, por exemplo?

Nós ainda ensinamos da mesma forma como fazíamos há décadas. E isso pode gerar um problema ainda maior: as escolas podem se tornar irrelevantes nesse processo.

Veja bem: você colocaria seu filho numa aula de latim? A resposta é não! Mas nós colocamos nossos filhos para aprender o Teorema de Pitágoras, uma vez que eles deveriam estar aprendendo sobre Inteligência Artificial.

As empresas mais inovadoras do mundo não exigem mais diplomas na hora de contratar seus funcionários. A formação não importa mais. O que conta, hoje, são as habilidades que o indivíduo possui.

E se as habilidades que o mercado exige não são ensinadas nas escolas e universidades, as pessoas vão encontrá-las em outros lugares: YouTube, cursos livres, artigos e textos na internet, etc.