A sucessão de muitos nomes declarados em Balneário Camboriú

Continuam surgindo nomes para a eleição à prefeitura de Balneário Camboriú, este ano.

Já são pelo menos oito, considerando-se os que demonstraram publicamente a vontade - Fabrício Oliveira (reeleição), Leonel Pavan, Edson Piriquito, Leonardo Piruka, Evaldo Hoffmann, Auri Pavoni, Dileta Silva e Ney Emilio Clivati. Há outros. Sabe-se que muitos são apenas instigadores - lançam-se apenas para ganhar cacife e negociar alianças, com integração às chapas majoritárias. É o que resta, pois na eleição proporcional - a de vereadores - alianças não são permitidas. 

A princípio e por lógica, pode-se aceitar a possibilidade igual, em tese, para todos. Mas, matematicamente, as realidades são diferentes. Principalmente se remontando a eleições passadas. Nessa eleição, a majoritária, potencial partidário não conta. Há exemplos históricos fartos. Qualquer analista, por menos ou mais conhecimento que tenha, pode concluir isso sem dificuldades.  Aliás, nem precisa ser analista especializado - um leigo mesmo concluirá.

Se forem estes ou surgirem mais, terão que dividir um universo  de, se muito, 70 mil votos válidos. Aí vem a matemática: quem reúne capacidade, articulação e mobilização para vencer? Há os que não terão voto nem pra arrancada e há os que terão maior capacidade de aglutinação eleitoral. Mas, considerado este quadro, é fácil deduzir: quem tiver condições de 25 mil votos dificilmente perderá a eleição. E a vantagem é de quem está no poder, com acesso pleno a todas as informações e podendo mostrar serviço. A oposição vai buscar fragilidades e erros, porém precisará, também, dizer com quais alternativas lidará, caso um dos seus nomes seja preferido. Vai ter que mostrar alternativas claras e sem fantasias.

No caso de opositores como Piriquito e Pavan, ex-prefeitos, eles poderão - e farão - críticas visando o que consideram anômalo ou defeituoso na atual administração. No entanto, também ficarão expostos ao fogo inimigo em cima do que fizeram ou deixaram de fazer em suas administrações. Neste caso, elas por elas. 

Sempre bom relembrar. Esta eleição tem uma característica diferenciada das demais, pela situação político-eleitoral gerada em 2018. Será o divisor de águas dos que trabalharão à sombra do que imaginam ser indutor de votos - o nome do presidente Bolsonaro, com os reflexos naturais e inevitáveis em 2022. 

A campanha nos dirá muito sobre cada um e seus propósitos. A cidade precisa de um grande debate. Sem esquecimentos posteriores em nome de acordos nada republicanos.